VOTO EM DILMA ROUSSEFF


 Vejo uma falha alarmante na origem, sem direção e sem endereço certo, quando leio alguns pronunciamentos. Alguns evangélicos. Evangélicos pouco se importam com a política, a não ser nos momentos eleitorais mais cruciais. Falta-nos a antecipação profética perseverante sobre os assuntos que vagam nas estruturas de poder. Nos céus da política, anjos e demônios esvoaçantes sobre a nação inteira, exigem o combate ético permanente da corrupção como tal. Visto somente nos setores que comandam a política nacional, é insuficiente. Evangélicos com pretensão de serem autoridade espiritual diante da nação, não a têm, definitivamente. A bala de prata que acabaria com o vampirismo político nacional, não lhes pertence. Além do mais, é do “bloco evangélico” que temos as piores notícias, quando atuam no Congresso Nacional. Infelizmente, para nós, o assunto e atribuições também nos atinge (quem tem telhado de vidro…), como sociedade que vota e que elege notórios corruptos e candidatos irresponsáveis aos governos e aos legislativos, por corporativismo religioso.

Devo lembrar que o interesse nacional pelas eleições também deveria ser perpendicular aos compromissos de todos os cidadãos e cidadãs com as  questões mais próximas da grande pobreza presente em  nosso país. É pura coincidência que “meu programa preferencial de governo”  (dá licença?), seja ainda oposto ao neocapitalismo predatório, elitista, destinador de privilégios para as classes sociais mais beneficiadas pelo desenvolvimento econômico nacional e mundial. Privilegiados que habitam nas ilhas de consumidores selecionados nas classes média e alta, apoiadores desse sistema.

Essa forma de governar, proposta por dois candidatos, Marina e Aécio, estratifica o país, nos resultados sociais, na questão da pobreza, da fome e da miséria, especialmente. E quem diz que seus programas “não têm diferença”, é Bresser-Pereira, primeiras tentativa para se chegar ao “plano real”, ex-ministro de Sarney e um dos fundadores do PSDB, que agora declara seu voto a Dilma Rousseff. Distribuição de renda (bolsa-família); ampliação dos benefícios à saúde (SUS, farmácia popular, combate às endemias, como a dengue e a Aids, mais-médicos); habitação popular (minha-casa-minha vida); transporte público (BrT, experimentei sua eficiência há um mês atrás, viajando neles em corredores exclusivos, de forma rápida e confortável, no Rio de Janeiro); criação de inúmeras escolas técnicas de nível médio; Enem (fim do vestibular excludente, que permitia chegar à universidade somente os egressos das classes privilegiadas, que podem pagar pré-vestibulares caríssimos para treinar seus candidatos ao ensino superior); universidades públicas sem privilégios de  classe social, demonstram avanços gigantescos nas políticas públicas. Têm favorecido especialmente os até então considerados pobres e improdutivos, senão “vagabundos”, da sociedade.

Embora ainda insuficientes, as demandas da população tradicionalmente desprezada, e marginalizada, têm sido alcançadas gradativamente, elevando-se a níveis de satisfação popular jamais observados na história política de nosso país. Todos conhecemos pessoas muito próximas, em nossas igrejas, que estão sendo beneficiadas por esses programas, embora de pouca importância e visibilidade, a partir da ótica da sociedade privilegiada. Ainda hoje, no Facebook, respondia a um jovem que avaliava o governo anterior, neocapitalista, com proposta de retorno ao mesmo. Argumentava: ele (FHC) nos proporcionou a posse dos celulares que quisermos, na média que abrange a população inteira do Brasil. Respondi: caro jovem, os brasileiros não comem celulares, pobres querem comida, saúde e escola, em todos os níveis. Antes de tudo.

Quem observou os avanços sociais no governo atual, certamente não está inteiramente satisfeito, ainda. Há um “gosto de quero mais”, no entanto, quanto ao que alimentou as demandas populares dos não privilegiados dessa nação. É bom demais, que haja um certo descontentamento, quando se prova do bom e do melhor. Porém, a amostra de justiça social é boa. O aperitivo também.

Outro jovem, uma menina evangélica, também no Face, quando alguém comentava sobre o direito ao seguro desemprego, como também poderia ter-se referido aos recentes direitos atribuídos à empregada doméstica, nos desafiava. Havia uma alusão velada que empregados e desempregados são trabalhadores fingidos, ‘vagabundos'” que “se aproveitam das leis trabalhistas”, do bolsa-família. Dizia a mocinha privilegiada: “isso mesmo, essa bolsa deveria chamar-se “bolsa prostituta”. Respondi: “o grupo político que você aprova, e em quem vai votar, dava por encerrada a questão da pobreza e da miséria, optando pelo expansionismo econômico, concedendo atestado de óbito para a questão dos deserdados economicamente.

Diziam, os componentes daquele setor governamental, doze anos atrás: é como fazer eletrocardiograma de um cadáver… É impossível cuidar dessa parte da sociedade brasileira — que já alcançava 53 % da população, em 2001 –, entre pobres e miseráveis. Foi provado o contrário, e o atestado que se exibe agora vem da opinião mundial sobre o Brasil. Se não foi assim, a ONU e a FAO (Organização da Onu que cuida da Fome e Agricultura ) erraram antes e neste momento, em suas avaliações recentes. Portanto, Dilma, mesmo que não tenha tido sucesso pleno em controlar correligionários que constantemente atiram em seus pés, os muy amigos de sempre, terá a chance de livrar-se de uma boa parte da pesada carga de governar com aliados oportunistas. Não poderá candidatar-se para outro mandato.

Derval Dasilio

Sobre Derval Dasilio

professor teólogo filósofo
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11 respostas a VOTO EM DILMA ROUSSEFF

  1. Eduardo diz:

    Confesso que gosto de lêlo. Lê-lo para aprender a não cometer os erros que você comente.

    Seu discurso em formato deste artigo aqui tem aquele gostinho de figuras que fizeram enorme contribuição teológica, Bultmann, C. H. Dodd e Scheiwtzer,e que Dodd, com a sua estrovenga que ele bebeu nos dois aí chamou em inglês de ‘realized theology’ e que um grande amigo meu colocou em uma linguagem de seminário que fazia a delícia nossa: Lucas e Paulo em Atos deram um ‘cavalo de pau’ no Reino de que Jesus falara e que nunca veio, e que os discípulos tiveram que ‘reinterpreta-Lo’. Era a ‘realized’ de Dodd.

    Como colega nosso falava umas quatro línguas, além de dominar o Hebraico e o Grego, a gente ficava só com aquele ciúme danado dele, mas não podia fazer nada.

    Você neste artigo aqui parece dar um novo colorido superficial com a sua linguagem onde a bíblia entra apenas como adoçante naquela sua tradicional leitura típica da esquerda, que o Rodrigo Constantino a ela se refere como uma das melhores expressões, a ‘esquerda Caviar’.

    Mas a sua menção a Josué de Castro, me fez lembrar de um artigo publicado em o blog DIGNIDADE aqui em ULTIMATO http://ultimato.com.br/sites/dignidade/2014/05/17/a-ditadura-e-os-pobres/

    Comentei assim, aquele artigo:

    A DITADURA E OS POBRES

    “Denunciei a fome como flagelo fabricado pelos homens, contra outros homens.” (Josué de Castro)

    Quem foi Josué de Castro? Autor de GEOGRAFIA DA FOME, seguido de GEOPOLÍTICA DA FOME e SETE PALMOS DE TERRA E UM CAIXÃO, entre outras produções.

    Josué foi um médico brasileiro premiado diversas vezes por estudos como geógrafo, inclusive nos Estados Unidos. O primeiro livro aí acima foi publicado há 67 anos.

    Àquela época Josué definira o conceito de fome na relação expressa na frase introdutória do artigo aqui publicado por ULTIMATO: fome é um flagelo provocado pelo homem.

    Agora o detalhe: fome contra o próprio homem.

    Dois exemplos, um ao tempo de Josué (Stalin e Mao mataram de fome cerca de 100 milhões de pessoas) e outro mais recentemente, logo após a II Grande Guerra: Stalin cercou a Ucrânia e não permitiu que o país se alimentasse. Dez milhões de ucranianos morreram de fome. Josué não menciona isso em seus escritos.

    Josué de Castro é de família natural da Paraíba mas nasceu no Recife e morreu em Paris, mas não de fome, mas como professor universitário em 1973 e diplomata forçosamente aposentado pelo governo brasileiro do período da ditadura.

    A fome era para ele uma questão socioeconômica e não uma manifestação biológica: era a fome algo criado pelo homem e não um determinismo físico. Castro era uma espécie de positivista modificado pelo racionalismo e induzido pelo materialismo histórico.

    De lá para cá a abordagem ideológica de Josué de Castro foi substituída pelas pesquisas em engenharia genética, entre outros, por Norman Borlaug (1996) — Prêmio Nobel da Paz de 1970 — com a chamada ‘onda verde’ onde, por conta de mudanças genéticas, a produção de arroz, trigo, milho, soja, sorgo aumentou tanto que a própria Índia não sabia mais o que fazer com seu excedente agrícola.

    Será que os autores deste artigo aqui em ULTIMATO já ouviram falar de Borlaug?

    Os ditadores brasileiros cometeram um enorme erro ao cassar os direitos políticos deste médico-geógrafo-diplomata, como Josué cometera, se vivo fosse, com a sua análise ideológica da fome sem olhar para o que estava acontecendo na área da engenharia genética.

    Hoje a tese de Josué de Castro é furada, quando faz o paralelo perverso entre a miséria e a corrida armamentista. Pura bobagem! Deve ter herdado isso de Bertrand Russell com quem participou de um famoso clube pacifista.

    Mas a ideia de que se pode morrer de fome ainda é válida, mas por motivos outros, todavia.

    O Brasil é salvo, todos os anos, e salva uma porção cada vez maior da humanidade, com a sua produção de grãos. O serrado produz hoje o que Josué de Castro nem em seus sonhos seria capaz de imaginar: soja produzida praticamente sem água e trigo arrancado em solo baiano quente!

    Josué de Castro tentou criar o que se convencionou à época de ‘reserva internacional contra a fome’: isto é, o excedente de alimentos das nações ricas serviria de socorro para abastecer países em crises econômicas, guerras ou desastres ambientais e estivessem sofrendo com a escassez de comida.

    A ideia nunca pôde ser levada à prática, por absoluta falta de interesse das nações ricas.

    Nem poderia. Quem administraria a riqueza dos países ricos? A FAO, tomada hoje por comunistas e socialistas até a medula? Administrando uma montanha de alimentos que os Estados Unidos produzem todos os anos, como excedente?

    Antes, como fazem, eles mesmos administrariam o que produzem, por mais bem intencionado e alma boa que fosse Josué de Castro. José foi homem de grandes ideias, pouca visão política e pobreza de realismo, todavia.

    Josué de Castro é um bom autor, assim leio naquilo que consigo botar a mão. Mas veio a ser um escritor péssimo quando o PT botou a mão em seus escritos e o que fizeram desse médico e geógrafo bem intencionado, aplicando muito do que ele escreveu, por exemplo, em programas, como FOME ZERO, que morreu de inanição, de fome!

    Era pura demagogia e o BOLSA-FAMÍLIA, porta de entrada na solução de problemas de pobreza social, graças à visão inicial da esposa de FHC (não, o primeiro não foi o ex-governador do Distrito Federal, senador Cristovam Buarque, outro pernambucano e nem Marconi Perillo de Goiás), e que o PT tornou o programa o maior voto de cabresto da história eleitoral deste país.

    Josué de Castro está desatualizado, e muito. No Brasil de hoje o problema mais sério não é a fome, mas a obesidade! Vi, como se diz, com ‘meus próprios olhos’, Israelenses colher trigo no deserto de Arad (Negev). O Nordeste tem cinco vezes mais água do que Israel. Lá sobra, aqui falta. A Recife de Josué de Castro vive nessa situação.

    A análise de Josué está furada, o homem político brasileiro é que precisa ser melhor analisado. Deus é brasileiro, mas criou um povinho, Santo Deus! (palavras de minha empregada doméstida, ops! ASG).

    Alguém poderia me ajudar, não indiquem o IBGE, quero saber como esta instituição chegou a este número mágico de 32 milhões. Não percam tempo, o IBGE não informará a metodologia. É uma questão de segurança de Estado.

    Infelizmente este artigo em DIGNIDADE tenta fazer uma casadinha absurda da fome + Josué de Castro (ilustre brasileiro) + ditadura.

    ULTIMATO carece, urgentemente, de uma nova equipe editorial ou de pessoas que deixam a esquerda e passem a atualizar melhor seu pensamento, ainda que para defender a própria esquerda, que já mudou de nome e fórum porque há muito virou canto de cisne.

    • Pela quantidade de comentários que você faz, aos meus artigos, presumo que tem aprendido muito…

      • EDUARDO diz:

        Infelizmente não aprendo. Afinal, sabão não espuma em cabeça de burro velho, diz o ditado mineiro. Apenas me divirto com as suas idiossincrasias.

    • Então você se contradiz. Você escreveu: “Gosto de lê-lo. Lê-lo para aprender a não cometer os erros que você comente”. Então, sirvo para alguma coisa, não é, meu douto amigo? Por outro lado, você perde tempo comigo, por quê? Não dobrarei à direita, e minha conversão predileta, no trânsito político, é à esquerda. Posso parafrasear o grande poeta mineiro, “Quando eu nasci, minha mãe disse: vai, meu filho. Vai ser gauche na vida”. Destino que jamais mudarei.
      Sempre grato por seus comentários desorientadores,
      seu amigo,
      Derval

      • Mais um pequeno engano: você escreveu “comente”, quando queria escrever “comete”?

      • EDUARDO diz:

        Derval, você vem de uma herança esquerdista. Acho que, tenho certeza que você não seria do tipo que pegaria em armas. Não faz seu gênero, você é muito mole na escrita. O problema seu é que você é gauche mesmo, e tipos assim serão sempre, mesmo que toda evidência do mundo fosse demonstrada que erras. É da tua natureza.

        Quando disse que gosto de lê-lo, ou você se fez de inocente, ou não entendeu a ironia. A sua formação acadêmica tem lacunas irreparáveis. A ironia era apreciar você no amontoado de idiotices que escreves, um monte de construções sem pé nem cabeça, escritores que fizeram época 40-50 atrás e que você vive espanando ideias de museus. Era isso que eu apreciava par justamente evitar cometer tais estultícies.

        Você serve para muita coisa, é pastor emérito, deve ser respeitado pelos seus pares, mas é um esquerdista troncho totalmente irrecuperável. Você é um homem que vive no passado, alimenta-se do passado. Você é uma pessoa que cansa dada a repetição de autores que você não lê mesmo. Você não fala inglês, não domina o alemão, deve ler o espanhol.

        Estou pouco me lixando de você vai para a esquerda, direita, centro, para cima ou para baixo, não estou nem aí, critico sim o amontoado de bobagens qeu escreves.

        Por favor, dispenso seus agradecimentos, além de inúteis, são sonsos e carregam em si o vazio total. Você é cansativo. Um discurso chato. Mas leio, leio porque acho que você está enganando as pessoas com o seu pedantismo de escrita.

  2. Eduardo diz:

    “VOTO EM DILMA ROUSSEFF” (Derval)

    Voto em Aécio.
    Voto contra o retrocesso (Dilma Vana Rousseff) e a favor do Brasil.
    Voto pela liderança de um jovem capaz de colocar nos eixos econômico, político e social, 12 anos de desmando e roubalheira.
    Meu voto e da minha casa será para o candidato Aécio e jamais para o PT e asseclas.

  3. Eduardo diz:

    A sua candidata aos poucos vai se chafurdando na lama, não, caro Derval?
    A democracia não escolhe os melhores, mas os piores entre os ruins.
    Vamos ter que aguenta-la mais quatro ou anos ou até o impeachment.

  4. Eduardo diz:

    COM CARINHO, PARA VOCÊ, DE REINALDO AZEVEDO

    Dilma se encontra com Boff e Betto, os autores que criaram a obra que rivaliza com a Galinha Pintadinha. Ou: O Bebê Capeta de Frei Betto

    Ai, ai… Lá vamos nós. A presidente Dilma Rousseff decidiu receber nesta quarta dois representantes do próprio hospício mental para tratar, segundo entendi, de tema nenhum, numa evidência de que a suprema mandatária pode andar meio desocupada. Leonardo Boff, suspeito de ser teólogo, e Betto, suspeito de ser frei, estiveram com a governanta. O encontro acontece um dia depois de a dupla ter assinado um dito “manifesto de intelectuais petistas” contra a indicação de Joaquim Levy e Kátia Abreu para, respectivamente, os ministérios da Fazenda e da Agricultura. Hein? Intelectuais petistas? Isso é como cabeça de bacalhau e enterro de anão. Alguém já viu? Se intelectuais, como petistas? Se petistas, como intelectuais? A obra de maior peso escrita pela dupla se chama “A Galinha e a Águia”, que costuma aparecer, nas livrarias, ao lado de “A Galinha Pintadinha”.

    Betto e Boff são expoentes de uma certa teologia que costumo chamar de “Escatologia da Libertação”. Por alguma estranha razão, a dupla acredita que Deus discrimina os viventes segundo a conta bancária e a filiação partidária. Acham que o Altíssimo é compatível, por exemplo, com Fidel Castro. Já chego lá. Disse o Boff ao jornal O Globo: “Ela [Dilma] mesma não promoveu muito contato com as bases, porque se ocupava muito com a administração dos grandes projetos. E ela disse que, a partir de agora, será um ponto alto do seu governo, um diálogo permanente, contínuo, orgânico com os movimentos sociais e com a sociedade em geral”

    Audácia do Boff! É o mesmo chororô de Gilberto Carvalho, segundo o qual os “movimentos sociais”, que mobilizam não mais do que alguns poucos milhares de pessoas, devem tomar, na cabeça e na agenda do governante, o lugar de milhões de pessoas. Mas Dilma os recebeu, não é? E eles representam quem, além da própria loucura? Loucura?

    Sim. O dito Frei Betto criou o seu próprio “Pai Nosso”. É verdade! Começa assim: “Pai-nosso que estais no céu, e sois nossa Mãe na Terra, amorosa orgia trinitária, criador da aurora boreal e dos olhos enamorados que enternecem o coração, Senhor avesso ao moralismo desvirtuado e guia da trilha peregrina das formigas do meu jardim (…)”. Para Ler a íntegra, clique aqui. Não ficou nisso. Ele também criou a “Ave Maria” latino-americana. Assim (íntegra):

    Ave Maria,
    grávida das aspirações de nossos pobres,
    o Senhor é convosco,
    bendita sois vós entre os oprimidos,
    benditos os frutos de libertação
    do vosso ventre.

    Ele é autor de uma outra peça imaginosa, em que Santa Tereza d’Ávila transa — sim, leitor, faz sexo, faz aquilo naquilo — com Che Guevara e… engravida. Teria nascido o Bebê de Rosemary?

    Dilma decidiu dar trela a essa gente. É bem provável que não tenha se aproximado da janela em nenhum momento, né? Não custa ser precavido. Ah, sim: Boff, o audacioso, disse não ter debatido nomes de ministros com a presidente. Que bom, né? Afinal, ninguém o elegeu para isso. Ainda que essas duas personagens tenham um apelo, digamos, momesco, ao recebê-las com certa solenidade, Dilma exibe sinais preocupantes, como se estivesse a purgar os pecados do realismo, ajoelhando-se no altar de heresias delirantes.
    Vade retro!
    Por Reinaldo Azevedo

  5. EDUARDO diz:

    E a sua candidata, em pastor emérito?

  6. EDUARDO diz:

    A esquerda ideológica, suja como pau de galinheiro, insinua sempre que dobrar à direita, mesmo na contramão, implicaria em uma correlação entre um erro de trânsito com o rompimento das instituições governamentais.

    Entre um sinal de ‘proibido entrar’ e arrebentar com instituições democráticas e do estado de direito, dobrar a direita seria um erro involuntário ou coisa de colegial.

    Derval, com essa observação você se parece com o comandante que coloca a aeronave no piloto automático e vai passear entre os passageiros enquanto aguarda a queima total do querosene de aviação.

    Quer dizer, o universo da esquerda é sempre a queima total dos fundamentos da democracia sob a justificativa de que entrar à direita na contramão equivalem-se em gênero, número e grau.

    Eis o nível.

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