Como foram os evangélicos em 2011


Os evangélicos em 2011

O que vimos na igreja evangélica em 2011? Evangélicos históricos não se apresentaram à sociedade brasileira uma única vez proclamando sua fidelidade ao “princípio protestante”. Timidez ou omissão? Sobre nada protestaram. Evangélicos pentecostais comemoraram os 100 anos do pentecostalismo introduzido pela Assembleia de Deus. Trata-se de um movimento vitorioso, prática da religião mágica, superstição, truques de prestidigitação, misticismo e abuso sobre a consciência, individual e socialmente, envolvendo campanhas e promessas, retrato cultural de crenças populares desde sempre: “Deus dará a vitória”.
O Congresso Nacional foi acrescido de um excelente número de pentecostais vitoriosos, em função das eleições de 2010, enquanto o IBGE publica aumento no seguimento evangélico pentecostal nacional. Livrarias evangélicas enchem-se de bugigangas, enfeites, balangandãs sagrados, cosméticos “abençoados”. Indo a São Paulo, dois endereços obrigatórios: a 25 de Março e a Conde de Sarzedas, atrás da Sé. Não sendo necessárias as tradicionais bíblias evangélicas, porque as escolas bíblicas – que têm desaparecido em todo o protestantismo – não se fazem necessárias. Uma vez que na religião popular evangélica pentecostal amuletos e objetos de magia religiosa preenchem a “zona cinzenta entre o sagrado e o profano” (expressão de Roberto DaMatta).

O governo em 2011 correu atrás de ministros corruptos, encontrou dezenas de pastores chafurdados nos setores viários, transportes, que envolvem bilhões de reais em concorrências suspeitas. Muitos deles, originários do PRONA e do Partido Liberal, fundidos no bloco evangélico, dão lições a laranjas com competência inimaginável. Igrejas são ensinadas a roubar do país. Amigos e parentes enriquecem, enquanto se foge da Receita e do Ministério Público. Como explicar essa associação, se o estímulo está nas novas igrejas, as que ensinam a teologia da ganância?

Prevê-se o fim definitivo do protestantismo ético.  De quebra, o evangélico acha-se no dever de ser politicamente corporativo. “A Igreja Evangélica hoje não cresce, incha. A diferença é que um corpo, quando cresce, mostra saúde; já o inchaço é sintoma de alguma doença”, afirma Walter McAllister (Cristianismo Hoje, nov./dez.2011). Velhos adversários do protestantismo riem de boca grande, enquanto observam irrelevância e mediocridade nos representantes evangélicos.

A mais admirável personalidade evangélica de 2011 é pentecostal. Canais poderosos de televisão favoreceram o “culto doméstico” em torno da televisão (a TV Globo anuncia sua adesão ao evangelical business em 2012, R$ 2 bilhões anuais em questão – Folha Ilustrada 18/12/2011). Sem a presença corpórea da igreja, a televisão evangélica é “pastora eletrônica” de milhões, inclusive históricos, enquanto ensina o evangelho supersticioso e a ganância.

Megaigrejas pentecostais ganham aprovação de teólogos importantes, recebem “membros” de dupla confissão, e dupla convivência eclesiástica, aos milhares, devidamente cadastrados; fazem proselitismo por telefone, nas rádios e na TV; declaram o número de seus membros, os quais flutuam lá e cá sem pudores históricos. Não foram jamais tão felizes e aplaudidas pelo fundamentalismo.

Estimulando o egoísmo narcisista (Narciso gosta do espelho, acha-se grande, bonito, perfumado, charmoso, sonoro, sedutor…), exterminando o sentido da comunhão na congregação, onde estão enfermos, deficientes, crianças, mulheres violadas, idosos, carentes de cuidados, ignoram a congregação evangélica real. Sem lugar para socialmente fracassados, excluídos, abandonados pelos poderes públicos. Políticos vão bajular as igrejas nas eleições deste ano, e vice-versa, fortalecendo ao mesmo tempo a prática da compra do voto no culto. Curral eleitoral perfeito, igrejas, além de oferecerem o púlpito, ensinam a votar.

Realizando um inventário dos objetos constantes na residência de um crente evangélico, além dos folhetos contra o homossexualismo protegido por leis civis – e da campanha contra a pedofilia, que deu mais mandatos a políticos com dossiês de corrupção – somos surpreendidos por novidades simbólicas, além das camisetas pretas, entre as muitas encontradas na religiosidade popular. A vida devocional diária doméstica acompanha o uso da religião mágica, orações de poder e símbolos da religiosidade popular: rosas vermelhas, galhos de arruda, sal grosso, manto santo, chave da vitória, lenço da cura; vigília do milagre, unções supersticiosas, carros e residências ungidos, e diversos outros resultados materiais. A reprodução das práticas mágicas e supersticiosas vêm em primeiro lugar, já que exorcismo não cura câncer. Todos sabem que na “hora H” é para o Sírio-Libanês que vão. Se tiverem como.

A pentecostalização eclesiástica inclina-se também à simplificação do culto e procura do melhor espetáculo litúrgico, transformado em show e cantorias do pior gosto musical. Uma droga! Competindo com outras, no individualismo eclesiástico, repetem lições de intolerância. Moradores de rua, prostitutas, minorias sexuais, trabalhadores de baixa renda, imigrantes haitianos, bolivianos, deficientes físicos, idosos, não motivam evangélicos recentes. Luto assistido? Nem pensar. São esquecidos doentes terminais, que poderiam ser alvos de cuidados pastorais e eclesiásticos, conforto ao fim da vida. Não interessam, por serem dependentes de cuidados. Não sendo bons clientes, não são consumidores confiáveis. Espaços importantes são ocupados pela pregação interesseira. O apoio logístico à pentecostalização doméstica é avassalador. Inclusive nas igrejas históricas, as quais esqueceram as diaconias que as firmaram no mundo cristão. Sem novidades foi o ano de 2011.

A inconsistência moral de uma sociedade não pode ser quantificada mais do que pode a sua reserva de decência e indignação. Nem tampouco pode ser legislada, apesar do anseio pela ética, no país. Perseguir homossexuais, por exemplo, motiva esse grupo. Que mais? Que culpa têm eles dos demais ingredientes indigestos que compõem a nova sociedade brasileira? “Não pode haver dúvidas de que decisões básicas, que antecedem qualquer lei, são silenciosamente tomadas nos corações e mentes de milhões” (Jonathan Schell). Quando acordaremos para nossos verdadeiros problemas, e nos indignaremos com as injustiças que tomam conta da nação?

É pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e autor do livro “O Dragão que Habita em Nós” (2010).

Sobre Derval Dasilio

professor teólogo filósofo
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20 respostas a Como foram os evangélicos em 2011

  1. Samuel diz:

    Ótimo texto Durval. Ele expressa bem a triste realidade da Igreja brasileira. Que as misericórdias do Senhor seja com todos nós e para com a nossa tão humilhada e aproveitada nação!

  2. (Aline Sipiaúba – Belém – Pará)O texto é realista, mas que tal criar “Os evangélicos 2011, o lado otimista” ?
    (O autor responde) Aline: Agradeço muito. Sugiro que acompanhe as reflexões de Paul Freston (artigo com chamada no rodapé do meu artigo), e dom Robinson Cavalcanti. Você tem razão. Só o fato de ter sobrevivido ao furacão pentecostal que tomou a igreja evangélica no Brasil, é um milagre. Claro, a Aliança Evangélica, a Associação de Seminários Teológicos Evangélicos, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, o Conselho Latino-Americano de Igrejas – Clai Brasil, Igrejas do protestantismo histórico (batistas, presbiterianos, anglicanos, metodistas, luteranos…) vão muito bem. Prosseguem no asseguramento da melhor tradição evangélica no protestantismo ecumênico e interdenominacional. Não sendo instituições vulneráveis ao sociologismo estatístico (o IBGE deixa o índice de 25% de evangélicos pentecostais e apenas 5% de evangélicos históricos) é um dado importante. Principalmente quanto à afirmação da fé cristã: “Por que, como nos credos evangélicos, o pentecostalismo não é trinitário, nem cristocêntrico como os demais?” Ignorar o pentecostalismo, porém, é impossível. É um movimento vitorioso, mas o Pai e o Filho são ignorados, ou secundarizados pela maioria.

  3. Anónimo diz:

    Religião e Política, sim, Paul Freston, Ultimato. Resenha.
    Estou ansioso pela nova edição do livro do importante sociólogo Paul Freston, que “fala de dentro para dentro” do pântano que ameaça submergir todos nós. A pentecostalização eclesiástica, infelizmente, converge para a simplificação do fazer política. Moradores de rua, prostitutas, minorias sexuais, trabalhadores de baixa renda, imigrantes haitianos, bolivianos, deficientes físicos, idosos, não motivam evangélicos a um sentido mais digno para se pensar em política na igreja. Por exemplo. Esquecendo a grande questão dos Direitos Humanos, espaços importantes são ocupados pela pregação interesseira sobre temas como pedofilia, homossexualidade, enquanto o governo corre atrás de ministros corruptos, às vezes, e encontra dezenas de pastores chafurdados nos setores, que envolvem bilhões de reais em concorrências suspeitas. Como explicar essa associação, se o estímulo está nas novas igrejas, as que ensinam a ganância, se prestam ao papel de “laranjas” de políticos corruptos, e se esquecem da nobreza política, alicerçada na ética cristã? O apoio logístico a corruptos é avassalador. Inclusive nas igrejas históricas.

    A inconsistência moral de uma sociedade não pode ser quantificada mais do que pode a sua reserva de decência e indignação. Que culpa tem a consciência evangélica dos ingredientes indigestos que compõem a nova sociedade brasileira? “Não pode haver dúvidas de que decisões básicas, que antecedem qualquer lei, são silenciosamente tomadas nos corações e mentes de milhões” (Jonathan Schell). Quando acordaremos para nossos verdadeiros problemas, e nos indignaremos com as injustiças que tomam conta da nação, sob a omissão ou conivência evangélica? (Derval Dasilio)

  4. sergio sena diz:

    Permita-me
    A igreja, qualquer que seja ela, histórica protestante ou pentecostal clássica, deve ser inseridas no mesmo bojo. Se quisermos aprender como a igreja deve se apresentar a sociedade teremos que voltar ao passado, quase uma transcendência, e olhar para os pais da reforma e do avivamento pós reforma, necessariamente teremos que nos render a alguns nomes como Lutero, Calvino, Wesley, whitefield, entre outros.
    No Brasil, essa apresentação, sugerida em seu artigo, a sociedade nunca experimentou, nunca houve uma expressão por parte da igreja, de segmento algum; significativa impactante e transformadora da sociedade. No máximo algumas obras sociais que qualquer instituição secular desenvolve muito melhor. Aliás, é por esse viés que a sociedade vê a igreja e só.
    Sendo assim, mesmo considerando a coerência de seus pontos expostos nesse excelente artigo, o senhor acerta no conteúdo mas erra no contexto, no endereço, contemporizando exclusivamente a crise para a igreja atual.

    Atenciosamente.

    • Anónimo diz:

      Sergio Sena, obrigado. Muito mesmo. Solicitei ao Lissânder Dias, responsável pela Ultimato Online, que fizesse uma postagem resposta com um artigo de extensão maior dedicada à questão doutrinal que nos causa estranheza no ambiente evangélico pentecostal. Quanto ao erro de contexto, podemos conversar mais, porque vejo uma distância de séculos no próprio protestantismo evangélico entre as ideias dos reformadores que vc cita (e há muitos outros, como os anglicanos históricos, pre-reformadores como Valdo e Jan Huss, da Itália e República Tchecas de hoje, e uma corrente de muitos elos que antecede a Reforma Protestante dentro da Igreja Católica Romana). É preciso observar que o período confessional dentro da IC pré-moderna, no séc.16, não foi embrião do denominacionalismo bretão 100 anos depois de Lutero (John Knox, na Escócia, inaugurara a igreja presbiteriana monárquica, no séc. 16; o presbiterianismo do século 17, na Inglaterra, nasce sob a divergência com a Igreja da Inglaterra, e e´dele que procedemos: fomos anglicanos antes de ser presbiterianos). O protestantismo continental europeu desconhece o “denominacionalismo”. Este que arrasa conosco até no 21. Sobre o pentecostalismo, procuro demonstrar que não é cristocêntrico, e espero as respostas contrárias. O fato de afirmar a presença do Espírito Santo como protagonista da fé pentecostal denuncia-o como indicador de Jesus Cristo, o Filho, no papel coadjuvante da Trindade.
      Derval Dasilio
      Em tempo: Minha linha de trabalho, neste artigo, é antropológica.

  5. sergio sena diz:

    Grato pela resposta.

    Não sou pesquisador mas tenho a mesma dificuldade de relacionar o “pentecostalismo clássico” com os movimentos supracitados por conta dessa linha do tempo, muito distante como o senhor cita. Queria eu, pentecostal, poder olhar somente por um prisma retrospecto, me esforçaria por achar esse “elo” perdido. Algumas coisas eu aceitaria de pronto: seria Anabatista, um pouco Calvinista, Wesleyano com certeza, e depois pentecostal clássico e só. Dái pra frente, até agora, não dá pra ser mais nada. Reconheço sim a posição privilegiada das históricas no atual contexto, mas só isso. Não está havendo ainda nenhuma ação de apresentação para a sociedade, como o senhor disse em seu texto.
    Sei que o pentecostalismo, e alguns outros movimentos não são, com bons olhos, considerados como igreja por conta das heresias, entretanto, aceito o risco, uma vez que, muitos nomes na história da igreja foram considerados heréticos, mas por uma boa causa, intenção e com uma boa motivação. podendo até ser uma motivação errada, mas não errada no caráter e na ética, mas no bom nome da fé. Foi nesse sentido que muitos morreram. Isso sei que o senhor sabe bem.

    Premita- me ainda: Quando disse que contemporiza a igreja atual, estou considerando que nenhuma igreja, ou seguimento ou até mesmo o movimento pentecostal no Brasil se apresentou à sociedade de maneira como o senhor ensejou em seu texto. Essa consideração é também antropológica.

    Aproveitando, não considero que a doutrina pentecostal classica naõ seja trinitária. A peneumatologia é biblica e a ênfase dada a essa doutrina advém do próprio contexto bíblico, não é? Não tenha como provocação, mas qual o Deus que o amado Pastor trabalha; o da Lei ou o da Graça? Qual o Jesus que deve ser: o histórico, judeu marginal de Nazaré, ou o escatológico, místico visto por João? Dá pra conciliar tudo isso ou não, então? Fica claro também em relação ao Espírito Santo.

    É claro que em tudo isso deve-se refutar as extravagâncias em nome da fé.

    Com os meus respeitos , pastor Derval Dasilio.

    • Anónimo diz:

      Assim, ficamos onde a discussão nasceu: refiro-me ao moderno pentecostalismo religioso brasileiro e norte-americano na fonte. “O fato de afirmar a presença do Espírito Santo como protagonista da fé pentecostal denuncia-o como indicador de Jesus Cristo, o Filho, no papel coadjuvante da Trindade”, escrevi. O irmão está certo, faltou a identificação correta (peço desculpas) sobre o pentecostalismo histórico. Voltaríamos a Tertuliano, grande e importante pai (padre) da Igreja, primeiro formulador da doutrina da Trindade expressa no Credo Apostólico (200 D.C.) e em todas as confissões da Igreja Antiga, na Idade Média e na Modernidade, que aderiu ao pentecostalismo montanista, então julgado herético. Na Reforma (séc.16), o extraordinário anabatista, protestante radical, Thomaz Münzer, era pentecostal e trinitário. Wesley é o pai do pentecostalismo moderno? Há controvérsias. Porém, sua grandeza é indiscutível. Jürgen Moltmann, presbiteriano-reformado; Harvey Cox, batista, desenvolvem uma teologia pentescostal de expressão formidável (pneumatologia teológica).

      Mas, como meu artigo é cultural, antropológico, não tenho o menor problema em declarar a reedição das grandes heresias dos séculos iniciais, quando se nega a concepção Trinitária dos credos iniciais da Igreja no recente pentecostalismo evangélico. Lembre-se, estou falando do movimento religioso, e não teologia da Graça. Nesse campo (sou presbiteriano ecumênico, aberto à diversidade da igreja, em todas as expressões culturais e teológicas), a teologia absolve e redime quem quer que seja, pagão, muçulmano, budista, hnduísta, e quaisquer que se apresentem a Deus buscando a salvação no senhor Jesus Cristo. Não vejo a eleição de Deus como algo controlado por quaisquer das doutrinas cristãs, seja qual for a procedência. Só Jesus salva! Nem a religião, nem a Igreja, nem um “correta doutrina” salva quem quer que seja. O que me cabe, como teólogo, é identificar e denunciar o engodo da fé interesseira, justamente a que torna a Graça negociável. Seja pela santidade artificial, aparente na prática religiosa, seja no balcão de negócios da religião da ganância. Podemos continuar nossa conversa noutra hora? Estou me dirigindo à minha igreja local para o culto deste domingo litúrgico. O Senhor nos abençôe e nos guarde…

  6. sergio sena diz:

    Sim Pastor, fico muito agradecido pela atenção dispensada. Também estou indo ao culto na igreja local. Desejo muito retornar essa abençoada conversa.

  7. sergio sena diz:

    Bom dia Pr. Derval! Foi bom ontem o culto? Nós também tivemos um culto bom. Era culto com o tema Família, usei o texto de 3 João destacando que, considerando o ano da carta, a poeira da perseguição ja havia baixada ( pelo menos da forma intensificada) e a euforia dos sinais e maravilhas registrados em atos e outros momentos também ja havia passado; a igreja agora se ajustava para ser aquilo que Jesus pensou a seu respeito: viver através do testemunho. Considerei o tema da carta que é a ética e a palavra chave, verdade. Isso para uma igreja pentecostal… mas a igreja aceitou bem. Uma pergunta: por que o senhor frisou “domingo liturgico”?
    Primeiramente quero registrar o aprendizado e a satisfação que desfruto neste ” feed back” com o amigo. Eu não sou um teólogo do termo, mas sou graduado pela Fathel e compremetei meus estudos pela Unifil. Nesse ano passado estudei um pouco por conta própria, mas pretendo retornar e fazer uma pós. Lamento ter começado tarde embora ja exerça o ministério cristão desde 97, o pentecostalismo tem disso. Não tenha isso como cabotinismo, mas só uma apresentação pra nivelamento, por baixo, é claro rsrs… Em minha monografia com o tema: O desafio da pregação bíblica no contexto brasileiro ” uma contaposição entre o Kerigma apostólico e a pregaçao atual”, fui na Patrística, conheci Tertuliano que o irmão citou, me admirei de como ele desenvolve o tema da Trindade tomando para isso as vias do Direito, no qual ele exercia em defesa dos cristãos. Me intriga o fato de como ele pôde desviar-se, no bom sentido, assim. Eu, na época da pesquisa, não fui na fonte histórica ( Eusébio de Cesareia) para saber sobre o Montanismo, Julgava que sua principal caracteística fosse o ascetismo. Tenho dúvidas, uma vez que na escolha dos cânones sagrado deu todo aquele “rolo”, quanto mais um registro de história poderia ser facilmente manipulado pela ” mão de ferro” da igreja Católica.

    Sem querer ser enfadonho, amigo Derval, permita-me ainda: Em se tratando do movimento religioso, a minha fé não trafega nos corredores do denominacionalismo também não, mas é fruto de meu pensamento, da minha teologia, e nesse sentido o campo é vasto, abrangente. E é nesse sentido que faço meus comentários na Ultimato; e que um amigo de lá, dos comentaristas, não entende. Quando minha fé é produto daquilo que penso, e não do que a instituição imprime em mim, aí então estou aberto a qualquer um, para o diálogo. Quando iniciei a fé cristã, numa igreja pentecostal, ainda pertenço a este seguimento, carregava todo esse legalismo, mas hoje não, hoje, aprendi que as pessoas são mais importante do que as formas, as leis, a tradição, embora que tenho profundo respeito por tudo isso.

    Eu sou meio analfabaite ainda, veja só! só agora neste seu artigo atual é que arrisquei teclar naquele endereço do final pra ver no que dava, e olha essa maravilha ae! Se eu fosse mais atento, poderíamos ter conversado em outros artigos seus. Para mim tem me ajudado muito.

    Um grande abraço, amigo!

    Pois é, colega. O culto foi bom, um aluno (do qual sou tutor teológico) pregou… mas em nossa comunidade, como em muitas igrejas locais da IPU (Igreja Presbiteriana Unida do Brasil), seguimos um Domingo Litúrgico, Calendário Litúrgico. Escrevo semanalmente um artigo (estudo) do domingo litúrgico, cujas postagens já ocorreram no site da IPU (e lá estão até hoje), com um Calendário básico para 3 anos litúrgicos: A – B – C. Não inventamos isso. No mundo inteiro igrejas protestantes e evangélicas têm um calendário comum (interessante é que há sintonia perfeita entre católicos, luteranos, metodistas, anglicanos, batistas, nesse sentido… menos no Brasil, claro!!!).
    No facebook, publico semanalmente um artigo litúrgico. Por exemplo: CONVERSÕES – 3o. Domingo do Tempo Comum [depois da Epifania]
    http://www.dasilio.wordpress.com CONVERSÕES – 3º Domingo do Tempo Comum – Ano B Jonas 3, 1-5.10 – Os ninivitas converteram-se a contra-gosto do profeta
    Salmo 62,5-11 – Minha alma esp… Voce poderá acessar diretamente no Blog http://www.dasilio.wordpress.com Teologia & Liturgia e Culto Cristão, onde publico em primeira mão esses artigos, e depois ditribuo no facebook e no twitter @dervaldasilio.
    Gostaria de continuar, mas tenho um bocado de trabalho (comecei um artigo sobre DROGAS, PROBLEMA INTESTINAL DA SOCIEDADE). Gostei muito desse nosso encontro e espero prosseguirmos juntos a caminhada. Já lhe pergunto se conhece a teologia da pentescotalidade da Igreja, do teólogo reformado Jürgen Moltman: A Fonte da Vida, Loyola; Espírito da Vida, Vozes? É um bom princípio. Outro, brasileiro, que acho sensacional, culturalista pentecostal, é Ricardo Gondin. A Fonte Editorial, trabalho do colega Eduardo Proença, acaba de publicar uma obra desse autor. A Ultimato publicou uns 2 ou 3 livros do mesmo, nos últimos anos. Se achar que deve conhecer meu pensamento sobre o assunto religião, pode procurar O DRAGÃO QUE HABITA EM NÓS, Metanoia, 2010. Fica um abraço, porque o trabalho me convoca. .. rrssss… até mais….
    Derval Dasilio respondeu

  8. sergio sena diz:

    Ok, Vá em paz e bom trabalho. Antes porém, ressalvo o erro na grafia do vocábulo “comprementei”, do verbo complementar, no que ao certo seria complementar. Grato pela tolerãncia.

    A propósito, tive um professor, pastor da Presbiteriana Central ( a Fathel é dirigida pelo pessoal da presbiteriana, muito boa por sinal, mas não escapa de seu esquadro no comentário daquele artigo), aquele que disse que fez missão integral e a igreja não gostou, por ele ter trazido o pessoal da periferia para serem diplomados no culto de domingo… Ele era muito bom, mas também muito engraçado. Passava horas discutindo com o pessoal a questão da predestinação, Ele ficava bravo quando um dos aluno indagava qual o sentimento que o camarada deveria ter sabendo que foi feito para ser combustivel do inferno, kkkk….. Quando ele corrigia as avaliações, era uma comédia, ele escrevia nas provas junto com a nota , por que tinha que dar média mínima pros caras pasarem, ” só pela misericórdia” outras vezes, para mexer com os pentecostais, ” o sangue de Jesus tem poder” kkkkkk… uma figura.

    Não precia responder, foi só pra brindar nosso encontro descontraindo

  9. sergio sena diz:

    Sobre as obras indicadas: Não estudei a fundo ainda a teologia de Jurgem Moltman a não ser alguns flechs de sua escatologia; atualmente estou lendo a obra de George Ladd ” Teologia do Novo Testamento” para a compreensão do Reino que comentei em seu artigo da liturgia “a conversão”; para a questão do ecumenismo que você também aborda em seu artigo lá, estou com José Comblin “Quais os desafios dos temas teológicos atuais” usei para concluir meu trabalho monográfico, explorando as vias do diálogo que foi perdida pela religião popular (termo seu) mas que é necessário encontra-las para que se possa pregar hoje. ainda em tempo.

    Obs: Não fale de Anabatismo comigo sem Menno Simons. rsrs…

    Um pedido: Peço-lhes a fineza passar uma conta para depósito do valor do livro + preço de frete. Depois de constatado referido depósito, envie-me o livro dedicado.
    A propósito, li o livro do sr Elben César ” história da evangelização do Brasil” é uma leitura convidativa a permacer lendo, entretanto não respondeu a minha busca. Tem um autor que trata da chegada do estabelecimento do protetantismo aqui no Brasil, ouvi isso numa palestra ministrada por um coordenador de história da PUC que isso se deu pelas vias da Maçonaria. posteriormente fui informado de um autor que escreve sobre isso num livro, por acaso o colega sabe ? Eu sei quem sabe o nome desse autor, mas estou dependo de estabelecer um contato.

    Agora em relação as drogas? posso falar ou cheeeeeeega, rsrs , sou prolixo. se eo sr permitir eu falo. Na verdade é uma pergunta.

    Grande abraço Pastor.

    • Anónimo diz:

      Sérgio: Suas leituras correspondem às minhas indicações. Se puder, leia tb Pannenberg, teólogo sistemático de primeira linha, que a Paulus vem lançando em várias obras. Monografia? Qual o curso que vc fez (faz)? Que nível (pós, mestrado, etc.)?

      Sobre a história social do protestantismo de missões (temos apenas 150 anos de protestantismo no Brasil, descontando a presença colonizadora de luteranos, e a missão político-econômica anglicana, ocorreram mais cedo), toda a obra de Antônio Gouvêa de Mendonça (consulte o Google e se surpreenda com esse presbiteriano fantástico, pastor da IPI e respeitadíssimo pesquisador da religião protestante-evangélica; seu livro mais importante, Introdução ao Protestantismo Brasileiro, com Prócoro Velasques F., foi publicado pela Loyola; Celeste Porvir, no entanto, é um livro arrasador).

      Para a América Latina, valendo para o Brasil, temos duas obras de alta relevãncia:Evangelização Protestante na Am. Latina, 2 vls., Sinodal e Clai; Martin Dreher escreveu, entre suas obras historiográficas valiosíssimas, um livro dedicado à Igreja na América Latina. Consulte, e vc achará com facilidade esta e outras obras dessa importantíssimo pesquisador luterano.
      Derval Dasilio

      Se vc está em S.Paulo, suspeito que sim ou erro?, a Livraria Cultura distribui meu livro em todo o Brasil http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=22341174&sid=877322521131118684292357511 . Qualquer dificuldade vc resolve comprando no site da Cultura http://lh6.ggpht.com/_j7bblA74Uq8/TMXzBL4U0lI/AAAAAAAAAF4/6ij8hkU8cYY/s400/divulga_livro%20dragao.jpg

  10. sergio sena diz:

    Bom dia Pr. Derval.

    Eu comecei a estudar agora, só fiz o bacharel em teologia pela fathel e a complementação chancelada pela UNIFIL . Estou no Pantanal MS e pretendo uma pós, as duas opções que tenho aqui para este ano é Aconselhamento Pastoral, que uso a teoterapia, da inteligência multifocal do Dr Augusto Cury, e la na Unifil tem o Dr Silas Barbosa que coordena esse curso, conhece esse pessoal? O Dr Algusto Cury é autor daquele quíntuplo: Análise da Inteligência de Jesus. Conhece? eu gostei dos livrros mas confesso que não sou muito da psicologia, não. Embora a use no dia à dia, sou mais dessa. A outra opção que
    tenho é o Ensino da Filosofia e da Religião. Os dois são ministrados pela UNIFIL.

    Sinceramente talvez eu não faça nenhum dois dois. Estou desconfiado que esses cursos ae são mais para atender aquelas tendências de mercado e não ao ministério em si, entende. Agora estou pensando naquilo que o mestre falou respondendo o artigo ” Tentações da Educação…” quando idagou sobre se a teologia proposta atenderia a missão ou ao mercado, lembra? foi você. Então… Com teoterapia eu abro uma clínica, e com ensino da filosofia de da religião eu dou aula e faturo…mas cá entre nós, será mesmo que vai dá para dar aula de filosofia com apenas 12 meses de Filisofia, bem , no Brasil…

    Eu, pela Graça, sou pastor desde 97, vim do Rio e da rua, (isso justifica minha consideração pela igreja pentecostal) fui alcançado em 1987, mas por favor, sem cabotinismo, comecei a estudar agora, entende? tenho 50 anos, não dá pra perder tempo mais. Chegou por aqui há uns dois meses. A esposa de um irmão morreu e eu fiz o culto do sétimo dia, que tal? Tomei o exemplo dos afros- ação de graças pela vida; por nos ter dado a oportunidade de coexistir. Claro, encheu de fariseu dizendo que eu tinha desviado. Mas domingo passado um casal daquele que estava no culto do sétimo dia foram à igreja.

    Agora quero fazer uma festona na Páscoa. Um professor meu disse que a igreja perde grande oportunidade nessas festas cristãs. estou pensando numa grande festa que não valorize o comércio ( ovo da páscoa e bacalhau do Porto, se bem que é saboroso) e nem judaizar a igreja. Se o sr. tiver uma idéia pode passar. quero fazer isso aliado a um convite entende? convidadar a comunidade local para partiipar. No final tem que alguma coisa pra comer… me surgiu agorinha uma idéia, pode ser alguma comida típica daqui, ou não? Estou no cento de Campo Grande, não estou no mato não! quando a gente fala , o pessoal pensa que é lá… Campo grande é uma cidade bonita e farta. Esse é o desafio.

    Finalizando – por aqui está estabelecido um pastor norte americano que faz uma missão com crianças ele é interdenominacional, está admirado de como as igreja aqui se relacionam, ele concluiu que a melhor proposta é não se unir a igreja nenhuma, kkkkk… não sei se choro ou se rio. Se eu não for fazer nada, digo em relação aos estudos, vou colar nele, ajudá-lo em sua missão e aprender aquilo que tanto quis saber, falar o inglês. Ele vai constantemente nos EUA e isso preserva a pronúncia.

    Mestre, muito origado por sua especial atenção. Não imagina o quanto sou grato por isso, de poder dialogar com uma pessoa de seu grau, em todos os sentidos.
    Visitei seu trabalhos, seu blog e fiquei muito admirado. Como já declarei, tenho profundo respeito e admiração por pessoas que têm atingido o mais alto grau no exercício de seu ministério, em qualquer área, mas sobretudo no ministério cristão.

    Depois eu tenho uma pergunta para compartilhar com o irmão, é sobre as drogas mesmo, mas depois, agora já te cansei.

  11. sergio sena diz:

    Permita-me ainda Professor:
    Indo Facebook com o meu nome: Sergio da Silva Sena, o senhor terá a igreja, a comunidade onde sirvo e minha família. Ao seu dispor, devo.

    • Anónimo diz:

      Vou chamar vc no Facebook. No Pantanal, MS? Bacana. Em Cuiabá vc encontrará um dos maiores teólogos brasileiros, Carlos Calvani, na missão anglicana. Esse, sim, é bamba. Detesto psicólogos de personagens bíblicos (acham que Freud, Jung, Rogers, etc. podem fazer melhor que a teologia; aí, começam a compará-los com nomes históricos, e tal… ), prefiro a antropologia e sociologia comparativas, especialmente quanto ao mundo mediterrânico; sociedades do passado interessam mais que expoentes históricos ou filosóficos, como pessoas. Você estudou a Questão do Jesus Histórico, desde Renan, depois Albert Shweitzer, e depois Käiseman e Leonardo Boff? O livro de L.Boff “Cristo o Libertador”, Vozes é um fenômeno!
      Aconselhamento pastoral é com meu amigo e colega metodista Ronaldo Sathler-Rosa (Cuidado Pastoral, Aste; Blog Cuidado Pastoral – procure no Google: Ronaldo Sthler R. + cuidado pastoral ). Um craque que não consome “crack” psicológico. Recomendo muito. Você o achará no Facebook. Se quiser, cite meu nome, ele lhe atenderá em qualquer problema. Valeu???
      Carioca, né? Minha filha, minha neta, e os parentes de minha mulher, Lucia, estão lá. Além de muuuiiiiitooos amigos e colegas. Vc leu a crônica que publiquei sobre Annabel, minha netinha q nasceu em dezembro?

  12. sergio sena diz:

    Comecei,mas tive que parar depois retomo a leitura na íntegra. A propósito, o sr está me bombardeando com um montão de livro e sites achando que sou um devorador de livros é? rsrs… sou não. Me esforço para ler alguns, primeiro pela necessidade, depois pelo prazer que tenho adquirido. Por via de regra, pentecostal não lê. rsrsrs… é bom o sr não indicar , por enquanto, mais nada, até que eu leia estes, se não vou lhe indicar uns livros bons da linha Neo ok? Aí o vc vai gostar, rsrs….

    Ousadia: Em relação a “festona” da Semana Santa, a nossa idéia é fazermos um drama que proclame o ato salvador de Cristo.,uma janta ou um almoço no domingo. Porém, centro da festa é a mensagem. Para tanto quero ter a honra de convida-lo para estar conosco. (sei que não tem nada ainda para o mes de abril, será…) e ser responsável pela homilia. Falar da maravilhosa graça, do significado da morte de Jesus; do Deus que desce de seu reino, de grande glória e e habita nas regiões sombrias de Zebulom e Naftáli para os que estavam em trevas (hó glória!!) ; da graça de existir, por que existir, como existir, e por aí a fora…. Não venha com muita sede, no pote, pois somos pequenos, e esse seu trabalho aqui seria a título de doação. Explico: Não será uma grande cru$ada evangelástica, mas um esforço para, na ocasião, ensinar a igreja evangelizando. De presente damos a passagem aérea, claro, gostou?

    Progamação: Na sexta , não oficialmente, à noite, uma conversa com os presentes; um jantar teológico; um bate papo em cima de algum tema que apareça ou previamente agendado
    No sábado livre para um passeio pela nossa linda cidade morena , à noite um culto com os Jovens mas aberto para toda a igreja. No domingo 8;30 cafezão, 9;00 palestra com o tempo de duração que o sr precisar e depois o almoço. à tarde descanso e à noite o culto as 19:00hs. Seriam 4 homilias: 3 oficiais e uma de caráter informal.

    Será uma honra. Se for aceito, encaminharei um convite formalizado a quem de direito.

  13. sergio sena diz:

    Agora se você tiver maior disponobilidade de tempo e não quiser ir embora no domingo ou na segunda, podemos fazer uma agenda antropológica, num trabalho de campo, vistando alguma reserva dos Kadiweus no Pantanal, quem sabe uma agenda na Fathel daqui. O irmão pode ficar em minha casa, a estadia é por minha conta. Será muito bem recebido.

  14. sergio sena diz:

    Bom dia , Prof:

    O sr está escrevendo sobre o esfeito das drogas na sociedade… aqui temos o município de Dourados, a segunda maior cidade do MS que tem a maior proporção de índios urbanizados no Brasil, um em cada família está viciado no crack; a UED, se não me engano, é que está coordernando a confrontação com o problema, mas não sei qual abordagem de campo estão usando. Aqui já existia o problema da maldita cachaça nas aldeias, o pessoal da cidade pra conseguir concessão dos índios, abasteciam-os com “tequila da pior espécie”, o nosso índio urbanizado agora é “crack”. Isso é uma miséria.

    Esse tema que o senhor irá abordar em seu escritos é de alta relevância para a sociedade, mas por favor, havendo constatação deve haver também uma solução.

    Li a crônica na Annabel, uma filosofia, admirei as duas. Escrevi arriscando atrevidamente.

    Abraço forte.

  15. sergio sena diz:

    Assisti a belíssima interpretação do violonista admirei-o tanto quanto a música. Em troca peço-lhe que ouça e assista uma músca daqui da nossa terra ( autoria e composição): Fazenda Madre Canaã interpretada por Américo e Nando (desculpe-me, não sei disponibilizar o link) o Américo trabalhou comigo aqui no Correios, onde, atualmente, trabalha minha esposa. Não sei o porquê, mais essa musica tocou-me.

  16. sergio sena diz:

    Ainda em tempo: No youtbe, mas só com essa dupla aí. Ao ver certa imagem sentir-se-á um verdadeiro Inácio de Antioquia por causa do convite. rsrs… com todo o meu respeito aos dois.

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