ELES MATAM A ALMA…


Os discípulos de Mateus ouviram que não há paz sem que a justiça de Deus seja reconhecida como o bem maior [Mateus 10,26-33]. A Justiça do Reino é necessariamente anti-violenta. Porque a violência é sempre violência, seja física, verbal, ideológica. Sutil ou descarada. No ambiente religioso se observa o fenômeno acompanhado da contemporização própria das defesas corporativas. O “evangelho” ideológico de uma religião, e até mesmo dentro dela, como observamos entre cristãos católicos, protestantes, evangelicais, representa uma violência ideológica interminável. Violência gera violência, diz-se seguidamente. Podíamos dizer: violência confirma violência…


• Até os violentos se expressam assim, através da ameaça de represália ou retaliação. O mundo do sagrado poderia ser um antídoto, uma solução (A.Barahona Plaza). Não é! O mundo religioso é violento por natureza, como disse R.Girard (O sagrado e a violência). Enquanto “hieros” e “isirah” (grego: sagrado; védico: força vital) apontam a atuação, concomitantemente, de duas forças conjugadas: violência-constitutiva e violência-força. Estamos sempre sujeitos à imitação (mimesis) de comportamentos onde transparece a violência contra os demais. Aqui, justifica-se a violência de todos contra todos. A intolerância religiosa, o legalismo doutrinário, via de regra, se expressa com violência. De muitas maneiras. Justificando uma pregação extremamente contaminada por compreensões de cultura, de vida e de tradições que praticamente impõem-se nas ideologias de cultura religiosa evangélica: o racismo justificado biblicamente; a eficiência do “diabo”, como uma força sedutora mais forte que tudo, voltada para o mal, é mais influente que a força do bem que vem de Deus; o “temor” a Deus é sempre mal traduzido, na linguagem do medo, que permaneceria “condicionando permanentemente à conversão religiosa”.


• Sem o diabo não há conversão possível, informa essa ideologia… Falhas humanas, conceitos de castigo implícito, envolvendo o diabo e o inferno, apresentam-se com desenvoltura permanente, sem os quais a conversão e vida religiosa não fazem sentido. O “deus” repressor fundamentalista e o “diabo” liberal, dualisticamente, encontram-se em tensão permanente. O maniqueísmo histórico se consagra, diminuindo a grandeza e o senhorio de Jesus Cristo (esta, de fato, uma doutrina das mais genuínas do cristianismo…). O diabo e seus demônios são somente representantes da religiosidade supersticiosa da Idade Média? Observe o pietismo fundamentalista e responda.

• O crente é impedido de ver a salvação, desse modo, pela misericórdia incondicional de Deus, por causa da ótica que obriga considerar o inferno e o poder do diabo, em primeiro lugar. A vida do evangélico desconhecerá a Graça, a misericórdia, a compaixão de Deus, o Pai amoroso apresentado por Jesus Cristo no Evangelho, em favor do legalismo religioso, fã absoluto do diabo, a quem evoca freqüentemente, por dependência espiritual. Desse jeito, deficientes físicos seriam vistos como portadores visíveis do pecado dos pais, principalmente os “pecados sexuais”; doenças congênitas não teriam tratamento corretivo, porque “Deus fez sãos e doentes igualmente, naturalmente, como parte de seus desígnios”, contra os quais não se pode lutar; questões raciais estariam fora da preocupação com o semelhante, que permanecerá “diferente”, enquanto permanecem lembradas no âmbito das maldições bíblicas; direitos humanos seriam restritos, na sugestão de que só os crentes alcançam o favor libertador de Deus pela fé abstrata na salvação (abstrata), sem compromisso com os restantes, e pela conversão ao legalismo religioso, antes que à vida de fé comprometida; cristãos não devem cuidar de problemas sociais concretos, pois o dever cristão é, antes de tudo, “estar atento à vida espiritual abstrata” (Rubem Alves: “Mas, o que é abstrato não é nada…”).

Tudo isso para a manutenção da salvação a ser alcançada, ao se aparentar a fé como conduta moral externa, é preciso crer no diabo antes de crer em Deus. Com a palavra o fundamentalismo evangélico.

Sobre Derval Dasilio

professor teólogo filósofo
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9 respostas a ELES MATAM A ALMA…

  1. Igor Pires do Nascimento diz:

    Sou evangélico há 16 anos! Quando criança meu primeiro contato com a fé cristã foi na Igreja Romana, onde permaneci muito pouco. Minha vivência de aprendizado e prática da fé só tiveram um início mais consciente quando “me converti” numa Igreja pentecostal. Não atribuo minha falta de conhecimento da fé aos 11 anos à Igreja Católica. Na realidade, meus pais não tinham vivência cristã comprometida, por isso eu pouco sabia do evangelho, tendo, só depois da conversão deles àquela Igreja pentecostal, um início decisivo no Cristianismo. A verdade, é que decisivamente, o fato que marcou o início da minha vida cristã foi a pregação de minha tia Laura, revelando-me o Deus criador de todas as coisas, Jesus Cristo o redentor que morreu para me salvar e o Espírito Santo (que hoje sei, era aquela presença estranha que queimava meu coração e me fazia chorar como nunca eu tinha chorado antes, numa mistura de quebrantamento e alegria).
    Em pouco tempo essa experiência deu lugar a uma vida cristã legalista, muito parecida com o que o senhor nos expõe em seu escrito. Hoje, quando penso nos anos da minha juventude, vejo que a maior parte deles vivi com medo de Deus, de ser castigado, porque no meu entender muito do que desejava era carnal e pecaminoso, e hoje entendo que em muitos desses desejos eu poderia ter encontrado preciosos momentos de comunhão com o próprio Deus.
    Sei, perfeitamente, que muitos dos nossos desejos revelam uma natureza que em nós deve ser mortificada. Como presbiteriano, hoje sei que esse é um ensino claro nas Escrituras. Mas, sinceramente, como muitos ainda tenho um entendimento pobre do que é a liberdade cristã. Sei que não é liberdade para desobedecer, porém, ainda me encontro estagnado várias vezes no “não pecar”, e não consigo encontrar plenamente a riqueza do “tudo posso naquele que me fortalece”. Sinto o Cristo Libertador chamando-me para fazer, agir, realizar, criar, viver plenamente. E só de pensar nesta libertação que é vivenciar o poder renovador do evangelho, essa atitude de Jesus de “fazer novas todas as coisas”, fico extasiado!,mas, também, indignado com o tempo que perco quando fico tentando enquadrar tudo dentro das categorias legalistas: carnal e espiritual, santo e profano…
    Caro irmão, continue escrevendo e proclamando a liberdade,a graça, a misericórdia, o amor, enfim, todas as riquezas do Reino, o quanto estiver a seu alcance. Eu estou, e agradeço a Deus por isso! Tem sido uma alegria.

  2. Igor Pires do Nascimento diz:

    Sempre pensei no diabo como um ser real, que jamais pode ser comparado a Deus em Glória e Poder, mas que existe como opositor dos desígnios divinos – um ser que deseja sempre macular a imagem de Deus em nós.
    Acredito que várias “atividades” atribuidas a ele são na realidade as consequências de nossos erros, injustiças, precipitações, desejos mesquinhos e egoístas, enfim, os frutos de nossa natureza decaida. Concordo que há exageros nas pregações a respeito dele, nos exorcismos, nas invocações de entidades identificadas como demoníacas, e que toda essa prática religiosa, muito lucrativa, tem gerado multidões de crentes com patologias sérias.
    Mas quero terminar perguntando: qual a eficácia, em termos práticos, do liberalismo teológico que nega a existência real de Satanás (parece que é o pensamento do senhor) no trato com o pecado pessoal e social? Toda essa estrutura anti-Reino é de nossa exclusiva responsabilidade?

    Um abraço fraterno!

  3. Igor Pires do Nascimento diz:

    Caro Rev. Derval,

    Penso que acreditar no diabo e em demônios como seres espirituais reais não comprometem em nada minha crença em Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Se admito que há uma oposição de Satanás aos propósitos de Deus, assim o faço como tentando explicar a existência de um ser que é "como que um oposto" de Deus; um ser oposto não no sentido de que se oponha a Deus em pé de igualdade, mas que simplesmente rebelou-se, tem uma atuação presente e cujo futuro já está selado em total derrota porque nunca saiu do controle soberano de Deus - e que ninguém conclua que penso que Deus o use, pois mesmo não concordando comigo, hão de convir que posso raciocinar assim.
    Quanto às nossas condutas pecaminosas que perpetuam sistemas injustos, opressores, desiguais, que são o contrário do Reino proposto por Cristo, acredito que sejam as manifestações da nossa natureza carnal (como diz Paulo) construindo a vida e, portanto, a sociedade longe de Deus; acredito que nossa natureza decaída é real e inegável, mas ela não deve ser confundida com o malígno. Ele, como representante do "anti-reino" está interessado na manutenção do caos através de nossos pecados pessoais e socias, e nós que somos alvo da Graça de Deus em Cristo devemos combate-lo renunciando os pecados (mortificando-os com o auxílio do Espírito) e promovendo os valores do Reino de Cristo, encarnando-os. Portanto, ainda que muitas vezes os demônios sejam nomeados de acordo com nossas condutas, vícios e desvios, não creio que isso nos permita confundir essas realidades que na Bíblia se nos apresentam como distintas: natureza humana decaída e os demônios.
    Ainda não consigo, com o conhecimento bíblico e teológico que tenho, deixar de pensar em espíritos malígnos como seres reais. Pode parecer que dou um valor imenso a esta "crença" - acredito que não dou -, mas ela faz parte do modo como entendo o mundo. A Igreja, mesmo não tendo incluido o Diabo nos seus Credos (e é lindo que as verdades essenciais da fé excluam o diabo ou os diabos), nunca deixou, na maior parte de seus segmentos, de ensinar sobre sua existência. É verdade que muitos erros, desvios, retrocessos, são alimentados por essa crença, que é como uma arma nas mãos de líderes mal intensionados, porém, negá-la, por enquanto, é demais pra mim.

    É um prazer poder compartilhar contigo, meu irmão, minhas crenças e opniões, sem temer qualquer tipo de julgamento!

    Abraços (sempre fraternos)!
    Paz e Saúde pra ti!

    Igor

  4. Derval diz:

    Igor: (Crenças)
    Acreditar e crer são coisas diferentes.
    Os credos da Igreja dos primeiros séculos
    Ajudam-nos a depurar a crendice da fé apostólica.
    Nenhuma declaração de fé, desde os registros em
    Atos dos Apóstolos, nos permite acréscimos supersticiosos,
    como fizeram muitos cristãos e movimentos religiosos paralelos
    à história das doutrinas da Igreja. Maniqueísmo, Gnosticismo,
    Arianismo, Montanismo, entre outras tendências, tomaram e
    influenciaram cristãos, desde o início. Inclusive a superstição.
    Não há nenhuma surpresa com o que ocorre hoje. Heresias
    de ontem são afirmações de fé nos dias de hoje… como evitar?
    O aspecto mais forte dessas questões, porém, encontra-se na
    ideologia religiosa. A teologia não cuida da ideologia, mas
    transmissão da fé original. Devo afirmar que os primeiros cristãos
    não estavam isentos das ideologias vigentes. Mas, não foi por isso
    que documentos resumos, como o Didaquê, o Credo Apostólico, as
    confissões conciliares ecumênicas, como a Confissão de Nicéia, e o
    Niceno-Constantinopolitano, acharam necessário não mencionar
    o diabo. Essa figura não faz parte de fé da igreja cristã. Nunca fez.
    Quem quiser, porém, optar pelas crenças populares, e entregar-se
    à crendice, está a milímetros da superstição. É disso que estamos falando?

  5. Igor Pires do Nascimento diz:

    Rev. Derval,

    Penso que nossa difença no modo como entendemos este assunto do Diabo parte da maneira como encaramos a Bíblia.
    Não fico à vontade com esse pressuposto de que devemos depurar dela aquilo que revela as “crendices” dos tempos em que foi escrita. Creio na sua Divina inspiração. Portanto, acreditar na existência do Diabo como um ser espiritual real e atuante, tal como revelado nos dois Testamentos, e cujo destino já está selado claramente no Apocalípse, é uma natural e lógica consequência.
    Aprendi que a Bíblia é a nossa regra infalível de fé e prática. Ainda preciso conhecer de que modo, com quais critérios alguns teólogos julgam algumas partes das Escrituras como fundamentais para a fé, e outras como crendices, superstições e ideologias de época. Devo confessar que me sinto seguro partindo da convicção de qua as Escrituras são totalmente inspiradas por Deus, que ela é infalível mesmo considerando-se o contexto no qual se deu a Revelação.
    Cheguei a este assunto da infalibilidade das Escrituras – na qual creio – para daí reafirmar que acredito em espíritos malígnos, e que isso não compromete em nada minha fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo, Soberano e Senhor de tudo. Acredito em tais seres, visto que são mecionados e registrados na Bíblia. Não é o essencial da Revelação, muito menos o mais importante, mas nos foi transmitido. Será que pensar assim me faz um perpetuador de crendices e um supersticioso?

    Antes que eu me esqueça, qual a diferença entre crer e acreditar?
    Por favor na me deixe nas trevas da ignorância! rsrsrsrsrsrs

    Um fraterno abraço!

  6. Derval Dasilio diz:

    1.Responderei ao Igor pela última vez, sobre este assunto. Foi proveitoso o debate.
    Primeiramente: As diferenças entre crer e acreditar estão nas considerações sobre um Credo cristão, uma afirmação de fé, apostólica, bíblica, teológica em oposição a uma crença popular, crendice, etc. e tal. Crer em Deus, em Jesus Cristo, no Espírito Santo, corresponde a uma afirmação de fé guardada como conhecimento transmitido desde a tradição apostólica: por isso digo “eu creio…”. Acreditar, porém, é outra coisa: “yo no creo en brujas, pero que las hay, hay…”. Acreditar corresponde ao que alguém diz, como eu mesmo disse: “acredito no diabo, ou será que sua existência pode ser contestada, se pregadores evangélicos não se cansam de afirmar a necessidade de acreditar na ação do diabo, para a conversão de alguém”? Desde os inícios da Igreja, nos ritos de ordenação ou de profissão de fé (crisma), os confessantes pronunciavam, obrigatoriamente: “renuncio ao diabo!”, ou: renuncio à crença no diabo, e afirmo a fé unicamente em Jesus Cristo. Por que os crentes de hoje não imitam os cristãos confessantes da Igreja inicial? Acreditar em almas do outro mundo, em fantasmas, em ovnis ou discos voadores, etc., faz parte das crendices. Não da fé confessada e transmitida desde os apóstolos da Igreja de Cristo.

    Não comungamos, Igor, com a concepção da interpretação da Bíblia em absoluta e fundamental literalidade. Fé na Bíblia? Onde se exige isso? Quero crer, e alguém terá que provar-me se os apóstolos e discípulos da Igreja inicial “acreditavam num livro que ainda nem existia”… aliás, as versões que conhecemos, TODAS, são datadas apenas dos 2 últimos séculos!
    Regra de fé e prática? Onde? O diabo como personagem constante, polarizando os testemunhos sobre o Cristo de Deus, ele de um lado e Deus do outro, onde? Estes testemunhos, na Bíblia, ´referem-se unicamente à fé no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Ponto final.

    Os livros preciosos da Bíblia, como todos achamos, estudando-a, com exegese e hermenêutica teológicas; livros conhecidos como canônicos e dêuterocanonicos, registros feitos séculos depois dos acontecimentos a que se referem, testemunhados pelos escritores e pseudo escritores, classificados como históricos, proféticos, sapienciais, litúrgicos, estão muito acima da leitura religiosa, doutrinal e catequética. A literatura bíblica é de estilo variado, desde a poesia, a lenda (saga), o mito (expressão do sagrado), oráculos, apocalipsismos, manifestos proféticos, narrativas pró-históricas, pseudo-epígrafes, poemas, romances, … e devo ter esquecido uns tantos mais, todos esses documentos estão à disposição dos leitores, principalmente os pesquisadores de línguas e de culturas, ao longo dos 1.000 anos que transcorrem desde os primeiros registros, é reduzida a um catecismo fundamentalista que convida o leitor a acompanhar o racionalismo dos absolutos, sem margem de discussão; sem possibilidade de aceitar-se ao conhecimento da história, das civilizações, das culturas que envolvem o escrever da Bíblia ao longo do tempo.
    Cientistas da arqueologia, da história humana e das civilizações, filólogos, e tantos outros, debruçam-se criticamente sobre os escritos bílicos, para nada: o fundamentalista tem todas as respostas.

    2. Nenhum estudioso responsável teria a coragem de afirmar que a Bíblia é isso que se diz: um livro de regras religiosas, enquanto livro de fé. Jamais afirmamos que a Bíblia é fonte de fé, objeto de fé, que devemos ter fé na Bíblia, e sim que ela testemunha as fontes de fé: fé em Jesus Cristo, e no Deus que age na História (a Bíblia não é Jesus, e Jesus não é a Bíblia!).

    O olhar fundamentalista, porém, coisifica a Bíblia e convoca os leitores para aceitá-la literalmente, conforme qualquer das centenas de versões existentes, prefrencialmente fundamentalistas, estendendo a “inspiração” dos tradutores, milhares de tradutores, só nos dois últimos séculos. E então ela se torna um manual jurídico-religioso, ideológico, estatutário, catequético, doutrinário, enquanto o anacronismo histórico é aceito linearmente. A Bíblia traduzida ignora, tantas e tantas vezes, os originais aramaicos, hebraicos, gregos de várias épocas (grego ático, siríaco, alexandrino,… e koinê/comum), para ser a Bíblia dos fundamentalistas, e da ortodoxia escolástica dos últimos 2 séculos? Em boa parte, sim.

    3. Escrevi para uma lição da Escola Dominical: Um simples olhar lançado sobre o índice basta para ver que ela é uma “biblioteca”, uma coleção de livros muito diversos. Quando se consultam as introduções a esses livros, a primeira impressão se confirma: distribuindo-se por mais de dez séculos (do X século a.C. ao início do II século d.C., os livros provêm de dezenas de autores diferentes: uns estão escritos em hebraico [com certas passagens em aramaico], outros em grego; apresentam gêneros literários tão diversos quanto a narrativa histórica, o Código de Leis religiosas. a pregação, a oração, a poesia. a carta, o romance. O nome desta coleção, “os livros” [em grego, ta biblia],tornou-se um singular: “a Bíblia” [em grego, hê biblia]. “Os livros” chegaram a ser considerados como um único livro e até mesmo o Livro por excelência, durante muito tempo. Por quê se afirma a presença de Jesus Cristo em toda a Bíblia? Por quê o Espírito Santo integra o que conhecemos como o Espírito de Deus presente na História? É isso que deveria ser a principal das leituras da Bíblia. Mas não é.

    Lamento, Igor. O diabo não é integrante da fé apostólica transmitida desde e através das Escrituras, e da história das comunidades de fé ao longo dos 2 milênios depois de Jesus Cristo. Fica pra outra. Já que você acredita, cuidado com as encruzilhadas e os sinais fechados. Pode ser bom para se evitar colisões.
    Abraço carinhoso,
    DERVAL

  7. Igor Pires do Nascimento diz:

    Caro Reverendo,

    Pode deixar que terei o maior cuidado nas encruzilhadas, pois encomendei um óculos novo há dois dias atrás. Ainda não dirijo, mas creio que a boa mão do Senhor sempre me guiará. Não tenho carro, e, convenhamos, isso em alguns segmentos evangélicos é pior do que não acreditar no diabo.

    O senhor é muito inteligente, sábio, e ler seus escritos e dialogar neste espaço tem sido um experiência libertadora.
    Obrigado por sempre responder a meus comentários e questionamentos. É adimirável e cativante sua atenção e consideração neste pouco tempo em que nos comunicamos através de seu blog.

    Percebo que nossas diferenças são claras, e por isso tenho prazer em ler seus escritos.
    Continuarei visitando seu blog e sempre que possível iniciar novos e proveitos diálogos, que para mim tem sido aulas maravilhosas.

    Mais uma vez obrigado pela atenção e carinho!

    Um abraço fraterno, meu estimado mestre!

  8. Derval diz:

    Igor:
    Não me leve a sério. Sou apenas
    um pensador… talvez demasiadamente atento
    aos estudos da religião e religiosidade. Coisa dos homens,
    não é verdade? O sagrado, inusitado, misterioso, transcendente, ainda me interessa sobremaneira. Aqui, a fé é necessária. Mais que tudo.
    Por isso procuro ser seletivo, nestas questões.
    Tem sido um prazer dialogar com você.
    Fraternalmente,
    Derval

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