Pontinho azul


Como sempre, genial. Amarildo aponta o ES e suas ambiguidades, sempre ao lado das políticas conservadoras. Lula não obteve maioria nas duas eleições a que se submeteu, aqui. E Dilma repete a dose. Os governos do ES são conhecidos por grandes verbas públicas que chegam e são diluídas em rodovias, aeroporto, pontes, que desaparecem em concorrências fraudulentas denunciadas pelo Ministério Público.

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ELEIÇÕES 2014 – SOCIEDADE AUTORITÁRIA EXIGE RETROCESSO CONSERVADOR


Derval. black witheDesigualdade e marginalização, a nosso modo de ver, fazem parte dos recusados programas de inclusão e cidadania pluralizada, democracia igualitária, no governo de Dilma Rousseff. Aécio representará esse grupo. Falará da Petrobrás até cair de costas, das poucas empresas rentáveis que escaparam da privatização promovida por FHC. Esquecerá propositadamente a Vale do Rio Doce, as siderúrgicas antes estatais, e o elenco dos bens da nação privatizados naquele período.

Já vamos começar o segundo turno, e os argumentos referentes à “privataria” retornarão, um elenco fabuloso de submissões ao capitalismo tupiniquim caçador de recompensas. FHC, Serra, e a pretensiosa hegemonia de São Paulo, desde Ademar de Barros e tantos mais, voltarão, para ser impostos, com as mesmas propostas contra a distribuição igualitária de renda na federação. Os “injustos benefícios” da casa própria para os empobrecidos, saúde pública melhorada, auxílio para famílias à margem da economia regular, serão o contraponto à discussão sobre a privatização de universidades públicas, e voltará o debate sobre a retomada da proliferação descontrolada de faculdades privadas, a exemplo daquela havida na gestão FHC, até 2002. Sugiro uma leitura para se entender o assunto: James Holston, Cidadania Insurgente.

James Holston  oferece uma leitura esclarecedora. Mais de 20 anos lecionando nas universidades de S.Paulo, descreve o “fenômeno” do desenvolvimento da economia industrial, “tour de force” da economia paulistana, enquanto deslinda, como gente de verdade, o povo miúdo constituído de imigrantes que  fugiam da pobreza da Europa latina, antes e depois da I Guerra Mundial. Com essa gente, depois acrescida pelas populações nordestinas e asiáticas orientais, construia-se a estrutura urbana de S.Paulo.

Especialmente, a expulsão de trabalhadores e o restantes de migrantes nordestinos, e do resto do Brasil, para as periferias. A política conservadora de São Paulo não pode aceitar que esse grupo conduza as políticas públicas no país. Notadamente, quanto aos pretendidos privilégios repartidos com a sociedade toda; o intento de distribuição de renda levada aos “extremos negativos” dos “improdutivos”, os mais pobres entre os pobres, é insuportável aos políticos servidores do grande capital, na enorme “nação” paulista. Eu, pessoalmente, amo S.Paulo, e até, nos meus devaneios, fico desejando passar os últimos dias de minha velhice gozando da cultura disponível ali. Suas livrarias, seus cinemas fantásticos, seus museus e espaços culturais. Contudo, suas paisagens cinzentas não  perturbam. Porém, as humanas são instigantes.

Desde 1950, o movimento de brasileiros na direção das grandes cidades mudou o cenário objetivado pela política. Os grandes avanços da cidadania desde a promulgação da Constituição de 1988 não se dissociam das fraturas sociais que fazem do Brasil um dos campeões mundiais da desigualdade e da violência urbana, informam-nos os historiadores sociais. Quando a cidadania insurgente, essa que vai reclamar nas ruas o direito a transporte, moradia digna, saúde pública com qualidade, escolas verdadeiramente formadoras para o trabalho e a produção em repartição igualitária, nos remetemos às origens da nação moderna que é o Brasil. É em S.Paulo que vamos encontrar o melhor exemplo de diversidade, através das populações formadoras que misturam nossos ancestrais europeus mais recentes e as amostras da gente do norte brasileiro, do centro e do oeste, ainda mais próximas no tempo.

A sociedade civil é o mundo tomado por males reais, coletivos, tão concretos quanto os de ordem econômico-social, expostos no cotidiano da violência urbana, camuflados no falso repúdio e vergonha do grupo autoritário insensível à essência imunda e maligna da miséria, mas que reclama por sua tranquilidade, porque não quer ser incomodada em seu conforto. Como uma sociedade — o país ocupa um lugar mundial entre as cinquenta nações onde a corrupção faz parte do cotidiano cidadão desde o camelô, o guarda de trânsito, ao chefe do legislativo — pode protestar, exigindo dos governantes o combate abstrato da corrupção?

“Corruptio optimi pessima est”, a expressão latina diz de forma breve uma grande verdade: “a corrupção dos melhores é a pior que existe” (Leonardo Boff). Vejamos, então, porque há um resíduo testemunhal da ética tomando as ruas das metrópoles, aos milhares. Somado no país inteiro, superou a casa do milhão de manifestantes num só dia. E cantava: “sou brasileiro, com muito orgulho”… Posso observar tudo isso na minha velhice.

Ali, podemos ver que a maioria dos brasileiros foi privada de direitos políticos além das urnas, excluída da propriedade fundiária legal, forçada a condições de habitação segregadas e alienada da lei. Enquanto isso, trabalhava-se para inserir o Brasil na listagem das nações do mundo desenvolvido. E o que é o desenvolvimento senão inserção social completa, inclusão, igualdade na democracia produtiva e gozo dos bens sociais? Foi em S.Paulo que se verificou a mais violenta repressão do Estado, no levante de junho, em 2013.

Os mitos recorrentes sobre a formação do país, também presentes ou subentendidos na manutenção de fronteiras sociais porosas,  entre iguais e desiguais, o legal para a sociedade privilegiada e o ilegal para os insurgentes, aqueles que reclamam a partilha dos bens econômicos e sociais; sociedade que tem contribuído decisivamente para a reprodução da desigualdade no Brasil. Então, o que é chocante, impactante, nas manifestações pacíficas de 2013? É o enfoque invertido sobre os reais problemas das urbes e do país, que políticos escamoteiam, enquanto se perpetuam e enriquecem nos cargos públicos? Repercutirá no segundo turno destas eleições? Até agora o que vimos foi a forte reação do autoritarismo social, nos debates dos candidatos que agora apoiarão Aécio Neves.

A partir dos anos 1950, porém, os brasileiros começaram um movimento em direção às grandes cidades e construíram periferias urbanas, o que ensejou a formulação de uma cidadania insurgente desestabilizadora do regime histórico de opressão, por meio de lutas por moradia, terra e vida digna. Ao longo dessa questão, também observamos as razões pelas quais a democracia resultante dessas lutas ainda permanecem, emaranhadas no sistema.  São razões entrincheirados na desigualdade absurda.

As vítimas não servem ao autoritarismo ideológico moralista da sociedade autoritária contemporânea, inclinada a defender privilégios para quem transita nas ilhas de conforto econômico, consumindo lazer de luxo, ocupando postos de trabalho com alta renda, condenando as passeatas insurgentes, enquanto finge condenar a corrupção concreta – observada em ritmo galopante. As vítimas falam e reclamam de uma democracia abstrata, de privilégios econômicos não partilhados, enquanto é negado o direito às maiorias em situação clara de desigualdade.

A manipulação da psicologia subliminar sobre o medo do poder das massas; do repulsivo e nojento, ganha espaço nas referências contra a violência nas periferias urbanas, lugares onde se localizam a pobreza indigente e as mais profundas desigualdades, não funcionou nestas eleições. Erro fundamental, igualando insurgência como manifestação “black bloc”. Mas quem não se interessa por “slogans” falso moralistas emitidos por mentes conservadoras ou fundamentalistas que dominam a sociedade hedonista, que detesta ser incomodada em seus privilégios,  que vêm às urnas?

Derval Dasilio

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VOTO EM DILMA ROUSSEFF


 Vejo uma falha alarmante na origem, sem direção e sem endereço certo, quando leio alguns pronunciamentos. Alguns evangélicos. Evangélicos pouco se importam com a política, a não ser nos momentos eleitorais mais cruciais. Falta-nos a antecipação profética perseverante sobre os assuntos que vagam nas estruturas de poder. Nos céus da política, anjos e demônios esvoaçantes sobre a nação inteira, exigem o combate ético permanente da corrupção como tal. Visto somente nos setores que comandam a política nacional, é insuficiente. Evangélicos com pretensão de serem autoridade espiritual diante da nação, não a têm, definitivamente. A bala de prata que acabaria com o vampirismo político nacional, não lhes pertence. Além do mais, é do “bloco evangélico” que temos as piores notícias, quando atuam no Congresso Nacional. Infelizmente, para nós, o assunto e atribuições também nos atinge (quem tem telhado de vidro…), como sociedade que vota e que elege notórios corruptos e candidatos irresponsáveis aos governos e aos legislativos, por corporativismo religioso.

Devo lembrar que o interesse nacional pelas eleições também deveria ser perpendicular aos compromissos de todos os cidadãos e cidadãs com as  questões mais próximas da grande pobreza presente em  nosso país. É pura coincidência que “meu programa preferencial de governo”  (dá licença?), seja ainda oposto ao neocapitalismo predatório, elitista, destinador de privilégios para as classes sociais mais beneficiadas pelo desenvolvimento econômico nacional e mundial. Privilegiados que habitam nas ilhas de consumidores selecionados nas classes média e alta, apoiadores desse sistema.

Essa forma de governar, proposta por dois candidatos, Marina e Aécio, estratifica o país, nos resultados sociais, na questão da pobreza, da fome e da miséria, especialmente. E quem diz que seus programas “não têm diferença”, é Bresser-Pereira, primeiras tentativa para se chegar ao “plano real”, ex-ministro de Sarney e um dos fundadores do PSDB, que agora declara seu voto a Dilma Rousseff. Distribuição de renda (bolsa-família); ampliação dos benefícios à saúde (SUS, farmácia popular, combate às endemias, como a dengue e a Aids, mais-médicos); habitação popular (minha-casa-minha vida); transporte público (BrT, experimentei sua eficiência há um mês atrás, viajando neles em corredores exclusivos, de forma rápida e confortável, no Rio de Janeiro); criação de inúmeras escolas técnicas de nível médio; Enem (fim do vestibular excludente, que permitia chegar à universidade somente os egressos das classes privilegiadas, que podem pagar pré-vestibulares caríssimos para treinar seus candidatos ao ensino superior); universidades públicas sem privilégios de  classe social, demonstram avanços gigantescos nas políticas públicas. Têm favorecido especialmente os até então considerados pobres e improdutivos, senão “vagabundos”, da sociedade.

Embora ainda insuficientes, as demandas da população tradicionalmente desprezada, e marginalizada, têm sido alcançadas gradativamente, elevando-se a níveis de satisfação popular jamais observados na história política de nosso país. Todos conhecemos pessoas muito próximas, em nossas igrejas, que estão sendo beneficiadas por esses programas, embora de pouca importância e visibilidade, a partir da ótica da sociedade privilegiada. Ainda hoje, no Facebook, respondia a um jovem que avaliava o governo anterior, neocapitalista, com proposta de retorno ao mesmo. Argumentava: ele (FHC) nos proporcionou a posse dos celulares que quisermos, na média que abrange a população inteira do Brasil. Respondi: caro jovem, os brasileiros não comem celulares, pobres querem comida, saúde e escola, em todos os níveis. Antes de tudo.

Quem observou os avanços sociais no governo atual, certamente não está inteiramente satisfeito, ainda. Há um “gosto de quero mais”, no entanto, quanto ao que alimentou as demandas populares dos não privilegiados dessa nação. É bom demais, que haja um certo descontentamento, quando se prova do bom e do melhor. Porém, a amostra de justiça social é boa. O aperitivo também.

Outro jovem, uma menina evangélica, também no Face, quando alguém comentava sobre o direito ao seguro desemprego, como também poderia ter-se referido aos recentes direitos atribuídos à empregada doméstica, nos desafiava. Havia uma alusão velada que empregados e desempregados são trabalhadores fingidos, ‘vagabundos'” que “se aproveitam das leis trabalhistas”, do bolsa-família. Dizia a mocinha privilegiada: “isso mesmo, essa bolsa deveria chamar-se “bolsa prostituta”. Respondi: “o grupo político que você aprova, e em quem vai votar, dava por encerrada a questão da pobreza e da miséria, optando pelo expansionismo econômico, concedendo atestado de óbito para a questão dos deserdados economicamente.

Diziam, os componentes daquele setor governamental, doze anos atrás: é como fazer eletrocardiograma de um cadáver… É impossível cuidar dessa parte da sociedade brasileira — que já alcançava 53 % da população, em 2001 –, entre pobres e miseráveis. Foi provado o contrário, e o atestado que se exibe agora vem da opinião mundial sobre o Brasil. Se não foi assim, a ONU e a FAO (Organização da Onu que cuida da Fome e Agricultura ) erraram antes e neste momento, em suas avaliações recentes. Portanto, Dilma, mesmo que não tenha tido sucesso pleno em controlar correligionários que constantemente atiram em seus pés, os muy amigos de sempre, terá a chance de livrar-se de uma boa parte da pesada carga de governar com aliados oportunistas. Não poderá candidatar-se para outro mandato.

Derval Dasilio

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MARINA, TORTURADOS E TORTURADORES NA DITADURA…


MARINA, TORTURADOS E TORTURADORES NA DITADURA
Muitos esperavam a reversão, que a Nova República sucumbisse à força do fascismo autoritário que rege a sociedade. O que Marina promete, entra no programa direitista de apagar da memória a brutalidade do fascismo nacional, justificando a tortura e os torturadores. Esta promessa de Marina levará à proposta de extinção da Comissão Nacional da Verdade. Autoritários e fascistas, nem nas declarações de Aécio se encontrou tal descalabro.

Marina declara que é favorável ao perdão incondicional dos torturadores, durante o regime militar (!964-1985). A mesma coisa defendia Sarney, na época da Constituinte. Historiadores respeitáveis podem ser consultados. Confirmarão isso. Quando eu pesquisava para realizar a biografia de Jaime Wright, ativista civil pelos direitos humanos e cidadania sob a ditadura militar, constatei que as forças da sociedade civil foram esmagadas na reação direitista que justificava o totalitarismo vencido, naquele momento.

A Anistia foi promulgada, excluindo o direito das famílias de torturados de reclamarem a devolução de corpos abduzidos, dos torturados e mortos pela ditadura. Porém, Jaime Wright, sob a proteção de D.Paulo Evaristo Arns, levava para Genebra, clandestinamente, as microfilmagens de mais de 1 milhão de paginas de processos impetrados em defesa de torturados pela ditadura militar. Ficaram depositadas lá até dois anos atrás. Entrevistei o representante do Conselho Mundial de Igrejas no momento em que se preparava o retorno daqueles documentos.

O maior tribunal, a mais alta instância, no Brasil sob a ditadura, era o Supremo Tribunal Militar. Joaquim Barbosa, se tivesse sido presidente do STJ naquele tempo, seria ignorado. Hoje, a revogação da Lei da Anistia, reconsiderando os favores concedidos à ditadura, é um imperativo. Marina, provavelmente, deixa de considerar o que a sociedade civil espera de um presidente da República. Coerência, já que representa, no momento, o ajuntamento das forças retrógradas. As mesmas que atuam contra a democracia; que combateram Ulisses Guimarães e o Menestrel da Alagoas, Teotônio Vilela, desde a Constituinte.

Derval. black withe

Derval Dasilio

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MARINA E O ESTADO MÍNIMO DE FHC…


Leonardo Boff : “Dilma é a melhor opção” http://brasil247.com/+09g3o

Leonardo Boff acredita que “nenhum governo fez políticas públicas cuja centralidade era o povo marginalizado, os invisíveis”, como fizeram o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff; sobre Marina Silva, que já foi sua aluna, no Acre, comenta que candidata do PSB se transformou “numa fundamentalista com a mentalidade de alguns líderes muçulmanos” e que não possui habilidade de articulação;

“Se vencer, oxalá não tenha o mesmo destino político que teve Collor de Mello”, prevê; em entrevista ao blog do jornalista Paulo Moreira Leite, Boff diz que candidatura da ex-senadora “representa uma volta ao velho e ao atrasado da política”.

Ontem, declarei minhas opiniões pessoais nas redes sociais (batem com as de L.Boff, especialmente nas comparações com o fenômeno Collor; porém, acrescentei a pergunta: “quem será o PCFarias de Marina?”). Em 2010, saudávamos Marina, que estudara com ele. Prometia, a aluna. Marina se empolgava com as questões ecológicas mundiais, participava de fóruns importantes, como o FSM (palestras gratuitas!, sem financiamento bancário), e era bastante ouvida, como ministra. Quando saiu do PT, Boff lamentou, e elogiou-a pelo que havia feito, acreditando em suas intenções. Todos acreditávamos.

O Partido Verde a acolheu, deu-lhe legenda, e ela conquistou quase 20 milhões de votos. No primeiro turno. Por volta de maio de 2011 saiu do PV sem maiores explicações. E passou a ser sustentada pelo sistema bancário, enquanto a herdeira do Itaú, Manu Setubal, representava a instituição, e coordena a “Frente”. Ela está com Marina desde 2010. Dilma foi eleita, sem que Marina esboçasse seu apoio, no segundo turno. Enquanto isso, entre 2011 e 2014, o que declarava à receita federal? Será averiguado. Contudo, como candidata, declarou ativos de 1 milhão e meio de reais em sua conta pessoal.

As ligações de Marina com a família Setúbal? O maior banco privado brasileiro, o Itaú Unibanco, teve um lucro líquido de quase R$ 16 bilhões em 2013, 15,5% a mais que no anterior. Assim, Marina já se compromete em submeter o Banco Central, invertendo seu papel controlador, como instituição governamental — privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, instituições públicas –, aumentando a influência dos bancos privados.

Voltemos ao passado recente, e consideremos as discussões liberais sobre o “Estado mínimo”. FHC abraçou-a quase chegando às últimas consequências. As mais rentáveis empresas estatais passaram para o capital privado, e o prejuízo é incalculável. Trata-se do mesmo argumento que envolve o complô para desqualificar a Petrobras, como empresa estatal. O futuro do Pré-Sal está em jogo.

O plano de governo completo de Marina deveria ter sido ser lançado, em São Paulo. A campanha do PSB preparava um grande evento, reunindo todos os colaboradores, a exemplo do economista Eduardo Giannetti da Fonseca e José Eli da Veiga, entre outros. Das ideias de Giannetti, potencial ministro de Marina caso eleita, a privatização das universidades públicas, como já declarou, deverá ser considerada. Daí, o projeto de Fernando Henrique Cardoso não morreu, e a previsão fácil de que o DEM e o PSDB, como aconteceu com Serra em 2010, apoiarão Marina no segundo turno.

Derval Dasilio

Derval. black withe

Líder religioso, intelectual e militante social, Leonardo Boff acredita que “nenhum governo fez políticas públicas cuja centralidade era o povo marginalizado, os invisíveis”, como fizeram o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff;…
brasil247.com|Por Brasil 24/7
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ANITA WRIGHT TORRES CONCLUI MANDATO


MENSAGEM DE AGRADECIMENTO A ANITA WRIGHT TORRES

                                                                                                                                                                                                                                                                                            Anita W. Torres_n2

Tenho o prazer de conviver, dentro da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, com a filha e representante do reverendo Jaime Wright, a quem biografei buscando o melhor que podia fazer para fixar a memória libertária de um homem extraordinário – que por acaso conduziu nossa igreja, como secretário geral da IPU, assumindo a grande luta pelos direitos fundamentais do homem, da mulher e da criança, e pela restauração da democracia em nosso país, quando dominado pelo autoritarismo fascista (1964-1985) –, esperando ter consagrado a importância histórica do personagem ecumênico mais importante do século passado, no Brasil, não por acaso pai de Anita Torres.

Sou agradecido a Anita Wright Torres pelo apoio que nos concedeu durante seu mandato, como moderadora da IPU, e por ter-se empenhado em manter a paz, acreditando em melhores dias, dentro de uma igreja que se escondeu de suas responsabilidades, conforme os compromissos históricos assumidos no passado, mas estranhamente negados no presente. Igreja inclinada a legalismos eclesiásticos, regulamentos disciplinares inúteis, dos quais parece não ter-se libertado quando, aparentemente, saiu do autoritarismo da IPB.

Embora com pouca repercussão, Anita, em silêncio, apoiou também aqueles que procuravam reacender das cinzas as principais bandeiras da IPU, por exemplo: as propostas de autoria de João Dias e dos demais combatentes ecumênicos históricos, dentro da IPU. Apoiou o ensino teológico, abandonado e escorraçado dentro de nossa igreja nacional, a qual abertamente rejeita a possibilidades de formação teológica para novos pastores e alicerçamento teológico de lideranças nacionais. Não esqueceu as responsabilidades ecumênicas quanto à comunhão com igrejas cristãs, indistintamente. Não mostrou desinteresse quanto ao diálogo com religiões afro-brasileiras, e o compromisso com a democracia plena, que sempre estiveram na pauta da IPU.

Assuntos como economia e justiça, sociedade, raças, pobreza, políticas públicas, etc., estiveram por um fio para serem reconsiderados, quando esteve à frente da igreja, uma vez que estes temas compõem a verdadeira história da IPU. Acredito em suas dificuldades quanto ao conservadorismo e autoritarismo na igreja da qual foi moderadora – porém, tendências rejeitadas em seu presbitério e igrejas regionais, onde é ministra ordenada, por empenho na participação solidária e luta em favor de despoderados e marginalizados; de cidadãos sem vez e sem voz; no combate às ideologias capitalistas do momento.

Foi vista em vigília ecumênica em manifestações públicas da Comissão Nacional da Verdade, esforçando-se por representar sua igreja. Testemunhou oficialmente, diante dos nossos olhos, o sofrimento de seu pai, tio e demais familiares perseguidos pela ditadura militar. Não por acaso, uma vez mais, mas porque a IPU esteve ligada às responsabilidades do Projeto Brasil – Nunca Mais, através do rev. Jaime Wright, seu secretário geral, na época. Um elo importante, desse assunto, é também a memória de seu tio Paulo Stuart Wright, mártir presbiteriano, sequestrado, torturado e morto sob a ditadura militar.

Não esqueceu sua responsabilidade e colaboração eclesiástica diaconal e ecumênica, por exemplo, em projetos de igrejas locais, como a Ação Diaconal Ecumênica (ADE) e o Projeto Salve Sua Pele (PSSP), da IPU, nos quais participa com frequência diária.  Posso acrescentar seu interesse ético de combate ao racismo, à homofobia, à exclusão social e defesa dos direitos humanos e cidadania insurgente; luta em defesa de sem-terras, povos indígenas, autóctones pré-cabralianos, pois fazem parte de sua história, desde a juventude, quando esteve representando a IPU em El Salvador, na ocasião dos grandes conflitos políticos que açodaram a América Latina.

Por tudo que Anita tem feito, resta-nos admirá-la por sua dedicação eclesiástica, e por ter-se oferecido  para exercer conscientemente suas responsabilidades diante da Igreja Presbiteriana Unida, do ecumenismo nacional e mundial, e do presbiterianismo socialmente comprometido com as grandes causas do homem e da humanidade. Não só as mulheres, mas toda a população eclesiástica  da IPU lhe agradece pelo empenho em fazer de nossa igreja uma comunidade melhor, na memória de seus fundadores. Obrigado, Anita.

Derval Dasilio

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A DIALÉTICA MULTICOLORIDA DA CORRUPÇÃO NO FUTEBOL


futebol o jogadorConcordo com em todas letras, pingos e “ís”, com quem aponta o erro da seleção na ausência de formação prematura, estudo, trabalho sistemático de observação sobre a evolução do futebol, e principalmente a promoção de convivência dos atletas numa seleção de base permanente. Em 4 anos, apenas, mais de 120 jogadores de Parreira a Felipão passaram pela seleção, desde a última Copa, na África do Sul. Por fim, a “legião estrangeira foi convocada”, sem nunca terem passado mais que 4 semanas juntos, antes de competições como a Copa da Confederações, e por fim a Copa do Mundo.

Jogadores, mesmo os mais competentes e habilidosos, necessitam conhecer seus parceiros por mais tempo, jogar com eles, perdendo (que proporciona o melhor aprendizado) e ganhando (que satisfaz tão somente o “ego” de um grupo). Os amistosos não ensinaram nada, porque serviram apenas para uma estatística fantasiosa, exaltando as “qualidades do jogador brasileiro”. A copa mostrou que tal coisa é uma falácia, uma ignorância quanto à evolução do futebol mundial. Equipes “insignificantes” no cenário mundial, da Ásia, África, América Central e Caribe, não só se apresentaram nesta copa no Brasil de  modo competitivo à altura das grandes equipes mundiais — Espanha, Itália, Portugal, Inglaterra  , como apresentaram um futebol surpreendente. Frase que ouço há 50 anos, no mínimo:  “não há mais bobo no futebol”.

Agora, vimos que Felipão tem somente um esquema, e estratégia, para utilizar jogadores chaves. Saem Thiago Silva e Neymar e desmorona tudo, porque as vigas da equipe não têm apoio segundo o que foi planejado estruturalmente para um projeto único sem variáveis.

Os treinamentos poderiam ter servido para ele testar umas quatro equipes e estratégias, conforme as possibilidades de “derrotas” possíveis. Numa competição como a Copa do Mundo, derrotas ensinam mais que vitórias. Teríamos perdido, porém honrosamente, e não encontrado o acréscimo merecido da “maior goleada da história da seleção”. Mas esse ponto é apenas a ponta do iceberg.

A montanha que vai navegando pelos oceanos destruindo o esporte de massa que mais alcança o cenário  mundial é a CBF. Mais de 60 anos, desde a CBD, cultivando dirigentes corruptos e desvios administrativos que perduram, no entanto enriquecendo uns e outros, proporcionando contas bancárias milionárias em paraísos fiscais, e acumulando uma esteira de aproveitadores necessitados de carrapaticidas e outros meios que exterminem parasitas que teimam em se alimentar da corrupção.

É lamentável, mas a corrupção faz do pais brasileiro um emaranhado para criar complicações invencíveis, num estratagema que, seguramente, privilegia grupos que ofuscam problemas, neutralizam ações insurgentes, reivindicatórias da distribuição de recursos para a população dos desprotegidos jurídica e socialmente. Uma herança proveniente do colonialismo, passando pelo império escravagista, e atravessando o século da república num esforço fulgurante para manter privilégios de classe e excluir ao máximo grau as possibilidades de cidadania igualitária das classes trabalhadoras. O futebol está fora da dignidade cidadã?

E no arcabouço do problema de administração e planejamento dos esportes de massa, culminando na realização de uma copa mundial, por enquanto, mesmo conspurcada por exceções e privilégios dos esportes diante da Constituição Federal, evocada, com relativa segurança, não esqueçamos: estamos no Brasil.  Aqui, a convivência com a corrupção oferece uma dialética multicolorida da ordem e da desordem, do lícito e do ilícito, do festivo e do sério — comparemos o Carnaval e o futebol –, do verdadeiro e do falso, domina o cotidiano tupiniquim nas sociedades civis e confederações desportivas. Nesse ponto, quanto à autoridade moral, como diria Caetano Veloso, a questão “é… mas não é” um problema resolvido. E estamos conversados. Ou não?

Derval Dasilio

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