Derval Dasilio – Escritos&Artigos

26/06/2009

A esmola envergonha e vicia o cidadão

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OPINIãO
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25 de junho de 2009 | | seja o primeiro a comentar

Há urgências. Porém, a sociedade não é receptiva. Pessoas famintas, desnutridas, doentes, discriminadas por causa da cor da pele, portadoras de deficiências, sem autonomia física, ficam ainda mais fragilizadas (Mc 3 –10). Quem cuidará delas? A religião as condenaria ao conformismo, como resultado de pecados pessoais ou ancestrais, de acordo com o senso comum. Jesus mandou: “Entra na roda, fique no meio!”. E o esquadrão que vigiava, perguntou: “Será que ele ousará contrariar a religião?”. Na sinagoga/igreja, lugar dos religiosos, o fato chama a atenção. E Jesus, entendendo o espírito coletivo repressivo, legalista ou fatalista, pergunta: “O que a Lei permite fazer no sábado: fazer o bem ou o mal? Salvar uma vida ou dar-lhe fim?”. Fica-se em cima do muro. O medo de “agir ilegalmente”, contra ideologias tradicionais, é mais forte.

A religião não cuida dessas coisas? Jesus não espera — cura o homem deficiente, alimenta famintos, “porque hoje é sábado”, como diria Vinícius de Moraes. E inclui diferentes, estranhos. Aqui e agora, a vida não pode esperar pela morte. A neutralidade e a equidistância, porém, escondem o julgamento de morte. Estabelecer condições de relacionamento para ações que instrumentalizem teológica e eticamente estas questões como próximas da vida de fé, é urgente. Mas Jesus, enquanto vigiado pelas autoridades religiosas de seu tempo, era julgado.

Heróis nas lutas por libertação no século 20, como Mahatma Ghandi, Martin Luther King, Nelson Mandela, jamais teriam chance de fazer o que fizeram, se dependessem da aprovação oficial da igreja cristã, para não falar da fé fundamentalista. Ghandi leu o Novo Testamento numa noite, quando morava na África do Sul. Ao amanhecer, convicto de que encontrara orientação certa para sua causa, procurou uma igreja cristã. Deparou-se com uma e quis entrar. Imediatamente viu uma placa: “É proibida a entrada de cães e negros”. Nunca mais entrou numa igreja cristã. Não há notícia sobre qualquer apoio evangélico ou cristão à sua causa. Entre cristãos, o legalismo sempre está próximo do preconceito e do exclusivismo. A fome e o racismo não são estudados na Escola Dominical. A afirmação do pecado abstrato, sim.

O Brasil quer torrar milhões e milhões para sediar a Copa do Mundo em 2014, e aqui há milhões de pessoas morrendo de fome. O governo desistiu do Fome Zero, pouco depois da vitória nas urnas. Será a fome uma crise humanitária, social e econômica, resultante da hipocrisia política, de campanhas eleitorais governamentais, insensibilidade das elites, da religião, do conformismo da sociedade? Se não é, então, o que é? O homem tolhido pela doença socializada — e a fome é a pior delas — ou pelo racismo, necessita de amparo. Precisa ser útil, trabalhar, produzir o seu sustento e o dos dependentes. Especialmente do ponto de vista coletivo, curar a desnutrição e evitar o holocausto infantil causado por doenças. Transformações, são importantes para a manutenção da vida.

A desnutrição mata mais que a Aids, acidentes aéreos e terrestres, guerras e terrorismo, juntos. Seriam como mil transatlânticos afundando, cheios de crianças que vão morrer; e ninguém chora, ninguém protesta, ninguém lamenta. Talvez porque a Aids, a guerra e o terrorismo não fazem distinção de classe como a fome faz. Desnutrição em massa, epidemias e aumento na mortalidade são “privilégios”dos fracos, excluídos da participação dos bens sociais.

Programas como o Bolsa Família são esmolas, enquanto o que as famílias necessitam é trabalho, habitação e seguridade sanitária, em primeiro lugar. A fome não espera pela religião, diz o Evangelho. Mais de um bilhão de homens, mulheres e crianças, neste planeta — mais de vinte milhões no Brasil — sofrem por causa da fome. “A esmola mata de vergonha ou vicia o cidadão”, diz Luiz Gonzaga. E Jesus diz, a respeito do “descanso” que deram a Deus: “Meu Pai ainda trabalha” para saciar as fomes do mundo.

“No juízo final, você espera ser desculpado? Deus poderá lhe obrigar a derramar lágrimas de vergonha, nesse dia, fazendo recitar de cor os poemas que você poderia ter escrito, e não o fez; as palavras de indignação que evitou proferir, tivesse sido sua uma vida de amor à justiça” (W.H. Auden).
• Derval Dasilio é pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil.

25/06/2009

IGREJA: DECIFRA-ME OU DEVORO-TE

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Diria a esfinge. Esta figura egípcia definiria melhor a igreja sociológica cristã inicial e atual, em razão da imagem total da esfinge, um ser composto de várias formas: tórax de leão, corpo de touro, asas de águia, cabeça de homem  – símbolos imediatos nos domínios ancestrais atávicos. Leão: vida emocional; águia: vida mental e intelectual; touro: vida instintiva e vegetativa; homem: consciência da existência total. Sabemos, no entanto, os símbolos são outros, biblicamente (dominadores tradicionais de Israel: assírios, babilônios, persas, gregos e romanos, conforme a literatura apocalíptica intertestamentária). Os egípcios, porém, não são esquecidos.

Na igreja, quem sabe?, poderíamos visualizar um lugar para “comer junto”, partir o pão eucarístico, em torno da mesa. Um lugar que centraliza emoções coletivas; um lugar de organização da mente religiosa; lugar onde as situações se misturam, na consciência da totalidade humana, de suas contradições e de experiências paradoxais. Vive-se sob uma ideia comum (“somos a igreja de Cristo”), externamente, porém são diversos os sentidos que damos aos ministérios ordenados, aos sacramentos e à missão (diversidade). Uma visão sociológica ajudaria a por algumas questões no lugar, reconsiderando o início da Igreja.  Por exemplo: a situação de judeus cristãos que conservariam uma tradição que remonta à Torah, mas também habituada ao Halakah: Thalmud, Mishnah, Midrashes, como orientadores da vida de fé.

A posição dos prosélitos, conhecedores do Deus de Israel, mas gentílicos, na questão da ceia eucarística (ação de graças e o partir do pão), não pode ser esquecida.  Comer na mesma “mesa”, comunhão de judeus e gentílicos nos alimentos da “ceia do Senhor”, hospitalidade eucarística sem restrições, era um grande problema. A igreja se identificava como comunidade étnica, preferencialmente. Contradições quanto aos costumes e tradições tornam esse problema bastante relevante. De fato, cristãos não judeus adaptavam-se e compreendiam a Eucaristia (eucaristein) e a diversidade dos ministérios, enquanto ignoravam na totalidade o sentido sacerdotal hierárquico do Templo de Jerusalém, bem como a cultura igreja/sinagoga da terra onde nasceram Jesus e seus apóstolos (exceção para o turco Paulo de Tarso). 

Mas a mensagem está no símbolo que se adotou, a igreja como um frágil barco à deriva num mar perigoso, enfrentando as hostilidades naturais à sua pregação. O Reino de Deus não se confunde com igreja alguma; a justiça do Reino não equivale ao legalismo ou doutrinarismo religioso exclusivista ou triunfalista. Os perseguidores estão também no meio da comunidade de fé. Apontam o fracasso, aguçam o desespero dos fracos, instilam a covardia e o temor ao naufrágio, analisam o futuro de modo pessimista. Usam até a agressão nos questionamentos sobre missão e prioridades, evangelismo metodológico acima da evangelização integral, como anúncio da chegada do Reino de Deus. É quando se torna necessário recordar Jesus.

Cristo, na fé primitiva, não é um produto de mercado, nem um símbolo do salvacionismo abstrato. E não é um nome que possa ser utilizado impunemente na venda de amuletos, produtos simbólicos, religiosos, “curativos”. A magia ritual e a superstição constituem um perigo tempestuoso. A religião pessoal recente, contemporânea, não é estranha à igreja do tempo bíblico. Nessas práticas, aspirações espirituais se misturavam com solicitações grosseiras, vulgares, de satisfação física e material (H.H.Rowdon&C.K.Barret: The New Testament Background). Não havia uma linha demarcatória entre o culto mágico e a nova religião dissidente do judaísmo bíblico. Práticas de astrologia, adivinhação são elementos que permeiam o culto cristão no mundo helênico. Papiros de magia contendo orações  e hinos “libertadores” são elementos que circulam juntamente com esboços das fontes dos evangelhos, o kérigma (Atos 19,19).   Maldições e pragas invadiam o culto intercessório da igreja inicial, concomitantemente se insinuam práticas supersticiosas repulsivas.  Qual a diferença do mundo evangélico contemporâneo?

Mas o Jesus dos Evangelhos não abandona o barco, dá a certeza de sua presença como timoneiro da fé; Jesus capaz de vencer a tempestade, enquanto fortalece as certezas quanto à sua permanência e sobrevivência junto aos discípulos e seguidores. Marcos é transmissor fiel da fé apostólica no Cristo de Deus: “Eu te estabeleci como luz entre as nações, para que sejas portador (a) de salvação até os confins da terra” (Atos 13,47). Mensagem para a igreja gentílica. O Evangelho do Reino de Deus é essencialmente a missão de Deus.

Muitos se enganam quando insistem que as comunidades nascentes no período neotestamentário viveram sem conflitos (Marcos 4,35-41); que tiveram identidades únicas definidas com rigor doutrinal; eclesiologias idênticas, que organizam os ministérios ordenados uniformes (impossível dedução, diante do congregacionalismo, presbiterianismo e episcopalismo, ou sistemas mistos, bíblicos); que a missão e os sacramentos da igreja  são compartilhados igualmente. Idealização absurda, irreal. Falta-nos examinar estes pontos em suas contradições (por quê o próprio Paulo, e discípulos, apresentaria eclesiologias tão dispares entre si?). Os conflitos vão crescendo, as dificuldades se impõem. Atos dos Apóstolos, minimisando, mantém seu objetivo conciliatório. Mas a igreja de Jerusalém não é episcopal, presbiteriana, congregacional. Ela é apostólica e diaconal, na forma de governo. Ponto.

A questão dos pobres, dos excluídos na igreja, também estava em relevo (Atos 2,42-47; 4,32-35), por exemplo, e no século seguinte passaria para o segundo plano, para ser “amortecida” por quase vinte séculos. Com raras exceções, como enfatizavam Francisco de Assis (séc.XIII), Spener (séc.XVII) e mais tarde John Wesley (séc.XVIII), essa questão desinteressava a comunidade cristã, enquanto tomavam forma movimentos de espiritualização e ascetismo, de iconoclastia e “purificação” de símbolos eclesiásticos, entre outros. Não se passa incólume sobre esta questão, pois os pobres e oprimidos, como tais, são tema permanente do evangelho de Jesus Cristo; o “Reino de Deus e sua justiça”. Enfim, o que é mesmo a igreja, teológica e sistematicamente? É preciso decifrar, se temos em conta o protestantismo pentecostal e suas ramificações.

Oração: “Deus, em tua graça  transforma o mundo. Damos graças por Tuas bênçãos e sinais de esperança que já estão presentes no mundo, entre pessoas de todas as idades e nas que antes de nós andaram na fé; nos movimentos de superação da violência em todas as suas formas, não apenas por uma década, mas para sempre; nos diálogos profundos e abertos que começaram tanto em nossas próprias igrejas e com gente de outra fé, na busca por compreensão e respeito mútuos: em todas as pessoas que trabalham juntas por justiça e paz – tanto em circunstâncias excepcionais quanto no dia a dia. Agradecemos-te pela Boa Nova de Jesus Cristo e pela certeza da ressurreição. Amém” (CMI – Assembléia de Porto Alegre).

09/06/2009

TRINDADE: A FACE DE DEUS EM TRÊS ESPELHOS

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Um colega muito perspicaz, excelente teólogo, desafiava-me a escrever sobre a Trindade Divina numa linguagem compreensível, e não a dos teólogos e filósofos. Lembrei-me de um texto de Rubem Alves, socorro sempre presente nas nossas dificuldades: “Uma velhinha perguntava ao mestre Benjamim: – Mestre, fale-nos sobre Deus… Mestre Benjamim fitou o vazio, vagarosamente, e um sorriso foi-se abrindo: – ‘Quantas pessoas aqui estão pensando no ar’?, perguntou. ‘Por favor, levantem uma das mãos…’ Ninguém levantou a mão… Então, mestre Benjamim falou: ‘Ninguém levantou a mão… Ninguém está pensando no ar. Ninguém sabe direito o que é o ar. E no entanto nós o estamos respirando.

O ar é nossa vida e não precisamos pensar nele para respirar. E não precisamos pensar nele para que ele nos dê vida. No entanto, quem está se afogando só pensa no ar. Deus é assim. Não é preciso pensar nele, ou pronunciar o seu nome, para que o sintamos’”. Quem pensa demasiadamente em Deus, ou exige explicações de sua existência, pressionando a consciência dos outros para “crer em Deus”, é porque não está respirando Deus. Mais adiante, esse autor dirá mais, traduzindo a Bíblia: “Deus é como o vento, sopra em todas as direções. Sentimos na pele quando ele passa, ouvimos sua música nas folhas das árvores, e seu assobio ressoa nas gretas das portas. Mas não sabemos de onde vem nem para onde vai. Na flauta de bambú o vento se transforma em melodia, mas era música, antes, nas astes longas balançando ao sabor da ventania. Mas não é possível prendê-lo numa garrafa. No entanto, nossas religiões tentam engarrafá-lo e até mesmo comprimi-lo em tubos metálicos. E dão a esses cilindros compressores o nome de ‘Casa de Deus’. Ora, vento engarrafado não sopra’”. Melhor dizendo: o Deus da Bíblia não pode ser dominado por nós.

João, o evangelista do Segundo Testamento, diz: – “o Espírito sopra onde quer”. Então, a Trindade, Espírito Santo que nos comunica o Espírito do Filho e o Espírito do Pai, é o coração pulsante do universo, do cosmo, do mundo sagrado onde Deus habita e se comunica conosco. No meio das galáxias, dos astros e das estrelas, na amplidão do espaço sideral. Nos olhos do nenê recém-nascido, na gota de orvalho que brilha na flor ao sol da manhã… Ah! Ele é pura beleza. Ele está no meio de nós. Também conhecemos, na linguagem dos salmistas, bíblica, Deus, o Pai, como o Criador do universo estelar, o céu profundo, as imensas constelações cósmicas, que fez de um fragmento desse mundo gigantesco, imensurável, um lugar para o homem e a mulher habitarem. O homem vem do pó, diz um salmista, enquanto alcança uma dignidade inigualável no universo. Um projeto perfeito, continuamente criador, incompleto, mas em recriação constante. Vemos nas flores que nascem e morrem a semente que fica e recria; o nascer de cada dia com um sol diferente, uma luz que não se iguala à de ontem, depois de cada noite. Mesmo as mais escuras. Ouvimos canários da mesma espécie que cantam diferente um do outro, sem perder a beleza do canto mavioso, original,  da espécie.

A forma pura de Deus é a suprema beleza, pensa o teólogo Jürgen Moltmann, pois a beleza reside na forma perfeita, se a medida é a essência íntima de um poder, ou de uma força criativa. Quando a forma é iluminada, e quando reflete a luz, então essa essência fica clara, brilhante. Assim é a Divina Trindade. É a isso que Paulo refere-se, freqüentemente, a face de Deus como objeto clarificado. Vemos o Deus trinitário como num espelho. Na face de Jesus Cristo, no entanto, reflete-se o esplendor criador de Deus (2Cor 4,6). E a glória de Deus reflete-se em todos nós quando reconhecemos Deus face a face: (1Cor 13,12: “… então o veremos face a face”). O Espírito Santo é Espírito do Pai e Espírito do Filho. Aqui e agora, ainda necessitamos dos símbolos. Nossos Credos são trinitários. Credos são símbolos (Credo dos Apóstolos, Credo Niceno…). Os rostos do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A fé cristã sujeita-se e desenvolve-se dentro da cultura, defenderia o presbiteriano Richard Niebuhr.

Simplifiquemos a concepção trinitária para que a Igreja seja atendida na compreensão que importa, diante da história de sua fé. É preciso pagar o preço da simplificação, para a inteligibilidade da fé. Algumas vezes. Por outro lado, a tradição e a cultura religiosa contam a história e mantém o dogma como deve ser. Sem isso, somos somente pentecostais: e ignoramos o Pai e o Filho; somos criacionistas: desprezamos o Filho e o Espírito; somos espiritualmente formalistas: afirmamos Cristo apenas como uma sombra na parede, sem carne, à vista dos homens e das mulheres deste mundo. Isso une a Igreja em torno da Trindade encarnada, como aponta a Bíblia: Deus estava em Cristo reconciliando a humanidade com os rostos de Deus: Cristo. O Filho e o Espírito representam-no no nosso meio. Disse Jesus: Não lhes deixarei órfãos, fica com vocês um auxiliar do Pai e do Filho: o Espírito companheiro das suas lutas incessantes contra a violência e a miséria deste mundo sem compaixão.

Richard Shaull, precursor e introdutor da Teologia da Libertação na América Latina, despedindo-se de nós, alertando às Igrejas sobre o Espírito Santo, escrevia: “Mesmo com a fé, os homens e mulheres continuam pobres e doentes. E, nesta situação, cantam hinos alegremente, em louvor a Deus, pelo que Ele lhes têm dado. Em seu meio, no passado, também reconheci que sabiam que suas vidas haviam sido transformadas, mas não alcancei o que isso significava, naquele momento. Agora, tenho a compreensão. Entendo porque o pobre, o marginalizado, o enfermo, o povo arruinado, podem levar-nos a um mais profundo conhecimento de Deus e à rica experiência de uma vida abundante. Aqueles que aparentemente não têm sustentação para qualquer esperança, pobres e esmagados, podem ajudar-nos a visionar um futuro novo e descobrir-se como seres amparados pelo Espírito na luta contra o Mal”. Richard Shaull acreditava nesse Deus em três significações, imagem nos mais perfeitos espelhos de cristal. E citava o profeta Habacuc, sobre estes significados: “O justo viverá pela fé”. O Espírito da Trindade se apresenta, sempre, para dizer sobre a conservação a ferro e fogo das velhas estruturas injustas, e dominações opressivas, contrariando-as: “faço novas todas as coisas”! Gostamos da Trindade que os cristãos imaginam, movidos pela Fé, a Esperança e o Amor (também uma Trindade!)? Por isso nos alegramos em saudar os amigos da vida em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo: o Reino de Deus está diante de nós! Amém.

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